Quando a notícia desautoriza o título

(Crónica da edição de 29 de Maio de 2011)

Na passada quarta-feira foi publicada neste jornal uma notícia exclusiva, intitulada, a toda a largura de uma página, “Ministério do Ambiente enviou à PGR denúncia contra empresa ligada a Catroga“. O interesse público do que nela é relatado não suscita dúvidas. Trata-se de um caso de alegada subfacturação numa empresa de tratamento de resíduos licenciada pelo Estado, que teria resultado numa operação de evasão fiscal de grande dimensão. No essencial, é uma notícia bem documentada e redigida de forma competente e equilibrada. É certo que os leitores não ficam a saber se as ilegalidades apontadas ocorreram ou não, mas o facto de um departamento governamental ter remetido essa denúncia às autoridades judiciais justifica a publicação e o seu relevo, esperando-se agora que o jornal se mantenha atento aos desenvolvimentos do caso e procure investigar os fundamentos da acusação lançada contra a empresa em questão.

No entanto, a publicação desta notícia suscitou críticas — que considero inteiramente justificadas — de vários leitores. Em causa está sobretudo o título escolhido, que envolve directamente o ex-ministro do PSD Eduardo Catroga no que o antetítulo define como um caso de “suspeitas de subfacturação”. E o problema agrava-se com o título da chamada de capa (“Queixa contra empresa de Catroga na PGR“), que só pode ser considerado enganador e abusivo face ao que se relata na notícia.

Para que se compreenda porquê, bastará recordar os factos mais relevantes que dão corpo à peça publicada. Uma denúncia anónima, apontando ilegalidades à gestão da empresa Sisav, detentora de uma licença para a exploração de um centro de tratamento de resíduos perigosos, terá sido recebida na Agência Portuguesa de Ambiente. Este organismo oficial decidiu, no início deste mês, remeter ao Ministério Público a documentação a que teve acesso sobre as práticas denunciadas: subfacturação no valor de cerca de dois milhões, e consequente simulação de um prejuízo de cerca de 800 mil euros referente ao ano de 2009. A Sisav tinha nessa altura dois accionistas principais: o grupo Egeo, em posição maioritária, e a empresa Sapec, presidida por Eduardo Catroga (que nunca integrou a administração da Sisav). Documentos internos consultados pelo PÚBLICO dão notícia de um conflito entre as duas partes, em Outubro passado, com a Sapec a acusar a Egeo das irregularidades agora denunciadas e a exigir uma auditoria às contas. O conflito terá sido resolvido com a recente venda da participação accionista da Sapec à Egeo, um acordo que terá incluído a não realização da auditoria. A presidir à administração da Sisav está, desde Dezembro, Júlio Castro Caldas (outro ex-ministro, mas do PS), que nega as acusações de subfacturação.

De tudo isto se pode concluir que, venham ou não a provar-se as acusações à anterior gestão da Sisav, quem as terá formulado em primeiro lugar terá sido precisamente a Sapec, essa sim uma empresa que poderá ser legitimamente referida como “empresa de Catroga”. Os factos revelados justificam que o ex-ministro de Cavaco Silva seja inquirido sobre as razões ou interesses que terão levado a empresa a que preside a abandonar a exigência de uma auditoria a práticas consideradas ilegais e lesivas do erário público. Espera-se que esse e outros aspectos venham a ser esclarecidos pelo PÚBLICO, numa investigação que os leitores têm direito a esperar que prossiga em busca da verdade.

Mas os mesmos factos não autorizam de modo algum os títulos escolhidos, que não podem deixar de ser lidos como envolvendo Catroga (e só ele, no plano individual) nas suspeitas sobre actos ilegais que o próprio, afinal, terá condenado. Têm toda a razão os leitores que criticaram esses títulos, e é compreensível que os tenham classificado como “facciosos”.

O autor da notícia, José António Cerejo, assume a responsabilidade pelos títulos publicados, embora afirme que “hesitou muito” a esse respeito. Numa explicação que me enviou (e que pode ser consultada no meu blogue, acessível a partir da página de abertura do Público Online), argumenta que “não sendo plausível que a Sapec e o seu presidente, Eduardo Catroga, não soubessem das irregularidades cuja existência a empresa veio a alegar, dispondo de vários administradores na Sisav, não fazia sentido secundarizar o seu papel no caso”. Por isso, explica, “pareceu-me justificado, admito que mal, o destaque dado ao nome” do ex-ministro, “porque se trata de um gestor que, enquanto político, tem agora altas responsabilidades no futuro dos portugueses “.

É com isto que não posso estar de acordo. O que estaria sempre errado face aos elementos de informação disponíveis — destacar o nome de Catroga como alvo de uma denúncia de práticas que ele próprio terá criticado — torna-se francamente inaceitável quando, em plena campanha eleitoral, a opção é explicada pela sua actual notoriedade, para a qual concorre, além de tudo o mais, o facto de ter sido o coordenador do actual programa eleitoral do PSD. Este é um caso em que títulos desajustados, que muitos leitores terão motivo para considerar tendenciosos, mancham uma notícia e põem em causa a reputação de independência e isenção de um jornal. Penso que o PÚBLICO deve reconhecê-lo e sentir-se obrigado a esclarecer até ao fundo tudo o que neste caso se pode considerar obscuro: desde os contornos da alegada fraude empresarial à reclamação de uma auditoria que depois se esquece, passando naturalmente pela oportunidade da denúncia e da sua divulgação.

“Se venho ao vosso site, por alguma razão é”

Às 08h28 do passado dia 20 o Público Online anunciava em título: “Procuradora que conduzia alcoolizada foi detida pela polícia e libertada por colega“. Seguiam-se seis parágrafos com “informações” retiradas na totalidade, e sem qualquer procedimento de verificação, das páginas da edição desse dia do Correio da Manhã, onde o tema fizera a manchete sensacionalista (e no mínimo inexacta) “Procuradora com álcool perdoada”. Apesar de assinado “Por PÚBLICO”, o texto denunciava a ausência de autonomia editorial e de confirmação independente dos factos e do seu enquadramento, ao terminar com esta surpreendente frase: “Nenhum dos envolvidos quis comentar o caso ao Correio da Manhã“.

Esta peça acriticamente “importada” estava marcada por diversas imprecisões e faltas de rigor — nem a procuradora foi “libertada” pelo seu colega, nem o caso deixou de seguir como inquérito criminal para o tribunal competente —, que só viriam a ser corrigidas oito horas depois, na edição on line, e no dia seguinte na edição impressa, em textos assinados pela jornalista Paula Torres de Carvalho, que esclareciam os factos e o seu enquadramento jurídico.

Mais uma vez, e a meu ver mal, a segunda notícia na edição on line omitia qualquer referência aos erros da anterior, que era um exemplo típico da exploração sensacionalista que faz tábua rasa da verdade, do contexto e do contraditório para “vender” a indignação fácil contra “os poderosos” que se protegeriam uns aos outros. Efeito rapidamente conseguido, a avaliar por muitos dos comentários que suscitou, enquanto vários leitores protestavam, por seu lado, contra o que consideravam ser um desvio à linha editorial do PÚBLICO.

Uma das várias mensagens que recebi, assinada pelo leitor Eduardo Santos, diz o essencial do que há a dizer: ” (…) Deveriam ter investigado o porquê de a senhora ter sido solta, antes de publicarem esta notícia de tablóide (…). Se não são obrigados a conhecer todas as leis, deveriam ser obrigados a investigar. (…) O facto de a notícia vir do Correio da Manhã não vos desculpa. Eu encontrei-a aqui, logo passou pelos vossos filtros editoriais. Se eu quisesse ler o Correio da Manhã, ia ao site deles. Se venho ao vosso, por alguma razão é”.

Tenho defendido neste espaço que a pressa em dar notícias sem cumprir procedimentos indispensáveis à sua validação, resultante de uma lógica de concorrência que sacrifica a qualidade, produz mais estragos que benefícios, e contribui para apagar as diferenças que levam os leitores deste jornal a preferi-lo. Hoje, porém, posso concluir com uma nota de optimismo. A directora do jornal, que considera que o texto criticado não deveria ter sido colocado em linha, explicou-me que as práticas seguidas no Público Online vão ser alteradas.

Escreve Bárbara Reis: “Sendo quase impossível contactar fontes às 7h da manhã, hora a que a nossa redacção começa a trabalhar, tínhamos por hábito ler os jornais e fazer breves notícias sobre alguns dos temas citando apenas os jornais onde essas notícias tinham sido publicadas. Acabámos, porém, de criar uma nova regra: só se publicam informações de outros jornais no site depois de verificadas, em particular informações de jornais tablóides, portugueses ou estrangeiros. Claro que há excepções e o bom senso terá que prevalecer. Entrevistas e notícias com fontes fidedignas e identificadas podem, à partida, ser citadas pelo site do PÚBLICO sem necessidade de verificação anterior”.

É uma boa regra, que só posso aplaudir.

José Queirós

Documentação complementar

“O caso da ‘empresa ligada a Catroga'”

Pergunta ao jornalista José António Cerejo

A leitura da peça “Ministério do Ambiente enviou à PGR denúncia contra empresa ligada a Catroga”, na edição de 25 de Maio, coloca na minha opinião (e de um ou outro leitor que entretanto a comentou) uma questão relevante sobre a pertinência do título escolhido. [Segundo se lê na própria notícia], as alegadas práticas de subfacturação na Sisav, que justificarão a substância da notícia, terão sido criticadas pela accionista Sapec (a empresa presidida por Catroga), que terá mesmo chegado a exigir uma auditoria às contas da Sisav. Se é assim — e tendo ainda em conta que, como é explicado, Catroga nunca pertenceu à gestão da Sisav —, o que justifica um título que tenderá a ser lido como envolvendo-o nas actividades alegadamente ilegais?
25.05.11
J.Q.

Resposta de José António Cerejo

Confesso que hesitei muito nos dois títulos, pelos quais sou o único responsável. Na minha cabeça pesaram os argumentos todos e conclui que, não sendo plausível que a Sapec e o seu presidente, Eduardo Catroga, não soubessem das irregularidades cuja existência a empresa veio a alegar, dispondo de vários administradores na Sisav, não fazia sentido secundarizar o seu papel no caso. Tinha aliás informações, que não pude testar devido à indisponibilidade de Catroga e da Sapec para falarem comigo, que esta empresa se preparava para adquirir a posição do parceiro maioritário na Sisav e que só teria exigido a auditoria para reforçar a sua posição negocial.
Parecendo-me que, a haver ilegalidades, coisa que eu não escrevi que houve ou deixou de haver porque não sei – disse foi que houve uma denúncia e documentos internos que o afirmam –, elas envolveriam de igual para igual as duas partes, entendi , repito, não secundarizar a Sapec.
Estando eu perante uma situação em que uma empresa na qual a Sapec partilhava em pé de igualdade as responsabilidades da gestão (segundo afirmou o seu actual presidente, Júlio Castro Caldas) era questionada quanto aos seus métodos e ao cumprimento das suas obrigações, pareceu-me justificado, admito que mal, o destaque dado ao nome de Eduardo Catroga. Isto porque se trata de um gestor que, enquanto político, tem agora altas responsabilidades no futuro dos portugueses, sendo certo que a sua imagem pública é a de um gestor rigoroso e altamente profissional.
Uma coisa fiz eu: foi esforçar-me por nada omitir quanto aos envolvimentos políticos dos dois administradores (Caldas e Catroga) referindo-o nos mesmos termos e com igual destaque e deixar claro, embora não fosse obrigatório fazê-lo, que Catroga nunca tinha sido administrador da Sisav (podia referir apenas que ele era presidente de uma das empresas accionistas). Note-se, porém, que eu não podia pôr Castro Caldas e Catroga em posições semelhantes, optando por exemplo por destacar o ex-ministro do PS, visto que este só se tornou presidente da Sisav em Dezembro do ano passado.
Acrescento ainda que não excluo a possibilidade de, inconscientemente, ter sido contaminado pela barragem de fogo que as mais altas figuras do PS dirigem contra mim há vários anos, com o pretexto, falso, de que só me interesso profissionalmente pelos “casos” que envolvem dirigentes socialistas (…).
25.05.11
José António Cerejo

“O caso da procuradora alcoolizada”

Mensagem do leitor Sérgio Cardoso

“Título absolutamente falso: a procuradora já havia sido libertada pela polícia. Por isso é que foi notificada para comparecer no Tribunal no dia seguinte. A acção do “colega” foi declarar a nulidade da detenção. O que, concorde-se ou não, nada retira quanto à responsabilidade criminal da colega. A única diferença é que, em vez do processo seguir na forma sumária (depende de detenção), seguia a forma comum. Mas o resultado será sempre o mesmo. Enfim, mais um episódio da profunda lavagem cerebral feita pelos jornalistas relativamente à justiça…”.
20.05.11
Sérgio Cardoso

Mensagem do leitor Eduardo Santos

“33985 leitores, 120 comentários, 192 likes e 303 comentários no Facebook. Por enquanto, claro. Uma data de gente indignada, uma data de gente que cada vez acredita menos nas instituições, e um bota-abaixismo deprimente. Parabéns. Isto porque apresentaram a notícia como se se tivesse tratado de um favor especial entre magistrados, furtando-se ao cumprimento da lei, por serem magistrados. Claro que é coisa para o comum cidadão ficar indignado. Não sei se isso vos dá jeito para terem mais visitas, ou para haver mais agitação política, não sei mesmo… Esta notícia está vergonhosa, e é de facto um exemplo de uma não notícia. Só é notícia, porque souberam dar-lhe a volta e transformá-la em algo. Mas furtando-se ao que é jornalisticamente terá alertado que os magistrados estão sujeitos a um estatuto próprio, que poderá ter justificado que a senhora tenha sido libertada. Repare, eu digo “poderá ter justificado”, porque não sei se assim o foi, tal como vocês. Mas tentando eu ser imparcial, não posso omitir este facto crucial. O desconhecimento do estatuto dos magistrados não vos serve de desculpa. Se não sabem, contratem juristas para as redacções. Eles até andam baratos. Deveriam ter investigado o porquê da senhora ter sido solta, antes de publicarem esta notícia de tablóide, dando a entender que foi um favor pessoal entre colegas. Deveriam ter investigado. Se não são obrigados a conhecer todas as leis, deveriam ser obrigados a investigar. Também o facto de a notícia vir do Correio da Manhã não vos desculpa. Eu encontrei-a aqui, logo passou pelos vossos filtros editoriais. Se eu quisesse ler o Correio da Manhã, ia ao site deles. Se venho ao vosso, por alguma razão é. Mas se calhar, eu é que estou errado…”.
21.05.11
Eduardo Santos

Comentário do leitor António Conceição

“Este é o tipo de notícia que um jornal de referência como o Público não devia divulgar sem tratamento jornalístico sério. A procuradora em causa não foi libertada por um colega, como se diz. O colega fez o que a lei lhe impunha que fizesse e não cumpria o seu dever se fizesse o contrário. Obviamente que este tipo de notícia sensacionalista concita as reacções caninas da ignorância e isso rende audiência (e publicidade) ao Correio da Manhã. Mas um jornal como o Público não devia embarcar na mesma conduta(…)”.
20.05.11
António Conceição

Mensagem do leitor Tiago Fazenda

[Sobre a peça intitulada “Procuradora que conduzia alcoolizada foi detida pela polícia e libertada por colega”:] “Notícia maliciosa e que afasta gente séria deste jornal”.
21.05.11
Tiago Fazenda

Perguntas à autora da segunda notícia sobre o caso…

[Como autora da notícia “Tribunal da Relação vai apreciar processo de magistrada alcoolizada” (Público Online, 20.05, 16h29), que corrige a notícia “Procuradora que conduzia alcoolizada foi detida pela polícia e libertada por colega“, assinada “Por PÚBLICO” e publicada cerca de oito horas antes], tem alguma informação que possa contribuir para esclarecer o caso? (…) Foi feita alguma confirmação da notícia do Correio da Manhã? (…) É prática habitual colocar em linha notícias de outros jornais, sem procedimentos de verificação? (…) Os novos elementos recolhidos [para a segunda notícia] não obrigavam a uma referência/correcção à notícia anterior?
24.05.11
J.Q.

…e resposta da jornalista Paula Torres de Carvalho

Apesar dos esforços em contrário, o que continua a acontecer no online é que a “urgência” em dar notícias muitas vezes leva apenas a reproduzi-las citando a sua proveniência. Não está enraizada a atitude de, esperando o tempo que for necessário, averiguar o que se passa e escrever uma notícia com os elementos que nós recolhemos. Pelo contrário, há a ansiedade (“A Lusa já deu, a SIC está a dar”) e mais vale escrever já com o que se diz, mesmo sem saber se é verdade, do que noticiar algo, que está a ser divulgado às 9 da manhã, só às 8 da noite. É por isso que este tipo de coisas acontece. E, diz-me a experiência, um grande número de notícias é lançado cá para fora ou sem confirmar, ou sem respeitar o contraditório, ou apenas com uma parte dos factos.
No que respeita à magistrada, como os envolvidos não prestaram declarações, pedi esclarecimentos à PGR, que depois emitiu uma nota com os factos e com as explicações sobre as competências e as leis. Já com a notícia de que seria a Relação a apreciar o caso, escrevi-a para o online e para o papel e tentei explicar da forma mais rigorosa o que estava em causa. Provavelmente poderia ter corrigido a notícia do Correio da Manhã, mas também há aquela atitude moralista e corporativista de que não devemos “desmentir” os outros.
24.05.11
Paula Torres de Carvalho

Perguntas à direcção editorial do PÚBLICO…

1. Foi feita alguma confirmação da notícia do Correio da Manhã, para confirmar a sua veracidade ou obter explicações suplementares?
2. É prática habitual colocar em linha notícias de outros jornais, sem procedimentos de verificação?
3. A assinatura “por PÚBLICO” deve ser lida como uma validação da notícia pela redacção do PÚBLICO? E essa validação mantém-se?
4. Os novos elementos recolhidos para a notícia de 21/05 (no papel) não obrigavam a uma referência/correcção à notícia anterior?
24.05.11
J.Q.

… e as respostas da directora, Bárbara Reis

1. Publicámos duas notícias sobre este tema no online. A primeira às 8h28 da manhã, a segunda às 16h29. A primeira citava apenas o Correio da Manhã. A segunda resultou de trabalho nosso, trabalho de verificação e contextualização. A primeira não deveria ter sido publicada. Apenas a segunda.
2. De madrugada sim, tem sido verdade. Sendo quase impossível contactar fontes às 7h da manhã, hora a que a nossa redacção começa a trabalhar, tínhamos por hábito ler os jornais e fazer breves notícias sobre alguns dos temas citando apenas os jornais onde essas notícias tinham sido publicadas. Acabámos, porém, de criar uma nova regra: só se publicam informações de outros jornais no site depois de verificadas, em particular informações de jornais tablóides, portugueses ou estrangeiros. Claro que há excepções e o bom senso terá que prevalecer. Entrevistas e notícias com fontes fidedignas e identificadas podem, à partida, ser citadas pelo site do PÚBLICO sem necessidade de verificação anterior.
3. Assinar “PÚBLICO” significa apenas que não houve investimento do jornalista (na qualidade ou quantidade da informação) que justifique identificar o seu autor. É o caso, por exemplo, de notícias de agências noticiosos às quais se acrescentaram alguns dados, mas não se alterou a informação original de forma substantiva.
4. No papel corrigimos os erros do papel e no site corrigimos os erros do site, como é prática internacional. Aqui colocar-se-ia a questão de corrigir uma notícia de outro jornal que nós, citando, reproduzimos.
26.05.11
Bárbara Reis

2 comentários a Quando a notícia desautoriza o título

  1. No comentário anterior,assinado por "ARD", há um equívoco e uma injustiça, fruto talvez de leitura precipitada. Na mensagem acima publicada, a jornalista Paula Torres de Carvalhonão se refere à "urgência" como uma desculpa. Pelo contrário, descreve e critica os erros cometidos em nome dessa "urgência".J.Q.

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  2. O que é extraordinário é que a "urgência" seja invocada para desculpar uma notícia que viola os princípios básicos do bom jornalismo como, pateticamente,tenta a jornalista(?)Paula Torres de Carvalho

    Responder

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