Last but not least Almada

O Sr. Ibrahim e as Flores do Corão, do Teatro Meridional, foi escolhido como Espectáculo de Honra do Festival de Almada deste ano, o que quer dizer que voltará a ser apresentado no festival em 2013. Miguel Seabra tinha dedicado o espectáculo a Joaquim Benite, recordando como o director do Festival de Almada fora importante para o Teatro Meridional, em 1994, por ocasião da apresentação de Ñaque – ou sobre piolhos e actores,  também nomeado espectáculo de honra. O público de Almada tem um fraquinho pelo Meridional? Não é caso para menos. A peça de Schmitt e a interpretação de Seabra vão directo ao coração. O espectáculo poderá ainda ser visto em Setembro, no espaço da companhia no Poço do Bispo, em Lisboa. E em Almada, continua a programação da companhia e do teatro municipal: Tuning, de Rodrigo Francisco; O Mercador de Veneza, encenação de Ricardo Pais; Timão de Atenas, encenação de Joaquim Benite; Simplesmente Complicado, produção do Berliner Ensemble.

O Festival de Almada é a melhor porta de entrada para a produção nacional, e uma janela aberta sobre as temporadas europeias. Do Teatro da Cornucópia a Pedro Gil, passando pelo Meridional; de Peter Stein e da Schaubühne (na foto, Yael Ronen, encenadora de A Véspera do Dia Final, no colóquio do dia seguinte na Esplanada do Festival) aos STAN e à dupla Marthaler & Viebrock; sem esquecer o regresso de Que Fazer?, do  Théâtre Dijon Bourgogne – houve muito e bom teatro para ver. Comecem a fazer as malas: para o ano é a trigésima edição do festival!

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