A “mulher kamikaze” que não era a “mulher kamikaze”

P23 falso Daily Mail

As fotografías de Nabila Bakkatha foram amplamente divulgadas pela primeira vez nas páginas do diário britânico Daily Mail. O jornal apresenta-a como a “rapariga que se tornou ‘La Femme Kamikaze’”, a terrorista que se terá feito explodir no dia 18 de Novembro em Paris, num edificio em Saint-Denis. As imagens que a retratam circulariam, a seguir, através da imprensa internacional, sobretudo dos jornais britânicos e franceses. Mas Nabila Bakkatha, “deitada na banheira”, não é a “mulher kamikaze” que o Daily Mail denuncia. A verdadeira terrorista chamava-se Hasna Ait Boulachen e os jornais desconhecem-lhe o rosto. O diário espanhol El Mundo ouviu há dias Nabila Bakkatha sobre os prejuízos causados pela troca de identidades (“Nabila Bakkatha, la falsa kamikaze de Saint-Denis que todos creen muerta”). A mulher que vive em Marrocos relata que ficou sem trabalho e que uma parte da família e dos amigos a repudiou por causa da falsa acusação e da verdadeira fotografia no banho.
Um lugar-comum frequentemente referido para defender a relevância do trabalho jornalístico sustenta que, perante a má informação que abundantemente circula através da Internet e das redes sociais, se torna indispensável a leitura da imprensa, por aí se encontrar uma informação credível, devidamente confirmada. Os constantes exemplos de mau jornalismo não permitem corroborar o uso genérico de tal argumento.

Um comentário a A “mulher kamikaze” que não era a “mulher kamikaze”

  1. O NEGÓCIO DO TERRORISMO
    Para se perceber as guerras no médio oriente e o terrorismo actual tem-se de perceber o que é o negócio das armas.
    É este é muito simples. A uns vendem-se os mísseis. Aos outros vendem-se as contra medidas para abater os mísseis. A simples lei da oferta e procura do sistema capitalista. Cujo objectivo é o lucro máximo.
    Por outras palavras. Aos árabes vendem as AK 47 e alguns mísseis. Assim como os F16 e os MIGs. Dependendo de a que país se está a vender. Aos israelitas vendem-se os anti-mísseis e os F16. Assim como também se compra a tecnologia deles. Depois das coisas estarem destruídas vai-se para lá reconstruir. Pelo meio o petróleo roubado é vendido em segredo e ao desbarato. E os bancos sempre a encherem os cofres.
    Claro que para isso é preciso criar inimigos. Então cria-se o Estado Islâmico. Antes disso criaram-se as primaveras árabes. E antes das primaveras árabes tornou-se o Saddam no inimigo número um. E antes do Saddam a Al Qaeda. E ainda houve a guerra entre o Irão e o Iraque. Onde as posições dos EUA eram totalmente diferentes das actuais. Já agora quero dizer para quem ainda não se apercebeu as posições políticas dos EUA dependem unicamente da situação económica do país e da correlação de forças na situação geoestratégica mundial!.
    Isto tudo porque a URSS acabou e deixou de haver inimigo.
    Mas as guerras não fazem somente florescer o negócio das armas. Também fazem florescer a indústria da construção e tornam o petróleo mais barato. Pois assim pode-se roubá-lo
    E ainda fazem avançar a ciência.
    No meio disto tudo o povo vai-se lixando. Pois não passa de carne para canhão. De um lado idiotas a gritarem morte aos infiéis. E do outro idiotas a gritarem morte aos terroristas. Aproveitando-se o fanatismo religioso das pessoas! E enchendo-se o povo de propaganda anti-terrorista.
    De uma cajadada matam-se dois coelhos. Enchem-se os cofres e arranja-se uma desculpa para a repressão aumentar e o negócio prosperar.
    Como podem ver isto não passa de um negócio onde os povos não contam para nada. Pois quem manda no mundo são meia dúzia de bancos. Os quais são os verdadeiros vencedores das guerras. Pois trabalham com todas as partes envolvidas!

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