Maria Barroso (1925-2015)

P23 PÚBLICO Maria Barroso
Inquieta com o excesso de violência nos meios de comunicação social, Maria Barroso empenhou-se muito activamente na organização de inúmeras iniciativas para travar esse persistente flagelo.
Dialogou com Karl Popper, autor, com John Condry, de Televisão: um perigo para a democracia*, sobre o que seria mais profícuo fazer; sensibilizou o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero para a vantagem de uma união ibérica de esforços contra o lixo e a violência na televisão; e mobilizou muitas personalidades para um combate continuado, criando a Fundação Pro Dignitate, em 1994. Organizou conferências, colóquios (participamos num que se realizou em Fevereiro de 2013), seminários contra a violência nos media, propondo sempre caminhos que favorecessem a educação e a mobilização dos mais novos para a defesa dos direitos humanos. Escreveu inúmeros artigos, que recolheu no livro A violência na Comunicação Social**, publicado no passado mês de Abril.
Num dos textos, Maria Barroso insta os meios de comunicação a colaborar na educação dos mais novos, uma tarefa que talvez os mais cínicos julguem não co-responsabilizar os media. Mas Maria Barroso tem razão. Como avisadamente escreveu, “se queremos preparar os jovens para o exercício responsável da cidadania, a serem respeitadores das leis, das regras, dos valores que inspiram – ou devem inspirar! – a sociedade em que vivemos, teremos de conjugar as nossas acções nessa preparação”.

*Lisboa: Gradiva, 1995
** Santo Tirso: Editorial Novembro, 2015

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>