Herberto Helder (1930-2015)

O poema dói-me, faz-me.
O povo traz coisas para a sua casa
do meu poema.
Eu acordo e grito, bato com os martelos
dos dias da minha morte
a matéria secreta de que é feito o poema.

Extracto de “O poema”, incluído em A colher na boca. (Poesia toda. Lisboa: Assírio & Alvim, 1996)

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