A memória prefere o papel

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“A informação é melhor transferida da memória de trabalho para a memória a longo prazo quando é obtida através da leitura em papel por comparação com a que é adquirida através um qualquer monitor”, defende o relatório “Por uma uti­liza­ção cri­te­riosa dos recur­sos dig­i­tais em con­tex­tos educa­tivos. Um bal­anço de inves­ti­gações recentes”, elab­o­rado pelo Obser­vatório dos Recur­sos Educa­tivos, citando diversos estudos científicos.
“A ‘simplicidade’ do papel, a sua ‘modéstia’, é, afinal, uma mais-valia”, diz o documento, citando o artigo “Why the brain prefers paper”, do jornalista Ferris Jabr, publicado na Scientific American de Novembro de 2013. O relatório do Observatório dos Recursos Educativos apresenta ainda “um último dado – que é um alerta” – relativo à “demência digital”, um problema de saúde pública, consequência da exposição excessiva aos gadgets.
O documento cita uma notícia do Korea Joongang Daily, de 24 de Junho de 2013 (“Digital dementia is on the rise”), que noticia “o caso de um adolescente de 15 anos que, por estar excessivamente exposto a gadgets, começou a revelar sintomas de demência mental precoce, tendo o seu médico afirmado: ‘a capacidade do seu cérebro para transferir informação para a memória de longo prazo foi danificada pela excessiva exposição a este tipo de dispositivos digitais’”. O jornal conta que a mãe do rapaz o levou ao médico porque na escola, nos testes em que era requerida alguma memorização, o jovem começou a falhar. De resto, já nem sequer se conseguia lembrar de um simples código de seis dígitos para abrir a porta de casa.

(A imagem é um fragmento da que ilustra o texto “Why the brain prefers paper”, do jornalista Ferris Jabr, publicado na Scientific American)

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