Há vários jornais na obra poética de Alexandre O’Neill. No Dia Mundial da Poesia, vale a pena reler, pelo menos, por exemplo, “A Pluma Caprichosa”, de que aqui se apresenta um extracto:
Também posso ser visto no jornal
apanhando dinheiro aos que procuram um emprego
ou chamando com urgência uma alma capitalista generosa
p’ra financiar a ideia que trago na cabeça
No jornal já fui estúpido e perigoso como o senador
que ameaça reduzir o homem
a um pobre farrapo vacilante
Já fui a mulher tão simpática dum conhecido político
promovendo chás de caridade tricôs de caridade
enquanto o marido prepara mais pobres mais miséria mais chás de caridade
com aquele sorriso que todos lhe conhecem
