Dados pouco protegidos

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Ciosas da sua intimidade, mesmo quando nada têm de especial a esconder, muitas pessoas ficam incomodadíssimas quando alguém – um familiar, por exemplo – lhes pega no telemóvel. E, no entanto, a privacidade pode ser violada facilmente, como noticia hoje o PÚBLICO: “Um utilizador comum de computadores e de smartphones fica perplexo e em pânico. Em minutos, os investigadores do Centro de Cibersegurança e Privacidade da Universidade do Porto conseguiram entrar num smartphone, ver mensagens, ficheiros, entrar num computador e saber por que sites tinha andado a audiência e com que passwords”. A experiência, relatada pela jornalista Maria João Lopes, decorreu ontem na Assembleia da República, por ocasião do 20.º aniversário da Comissão Nacional de Protecção de Dados, assinalado no passado dia 7, e da 7.ª edição do Dia Europeu da Protecção de Dados, que se celebra hoje, e visou “alertar as pessoas para os perigos a que estão sujeitas caso façam operações importantes em telemóveis ou computadores sem actualizarem os sistemas operativos ou quando o fazem em sítios públicos”.
A notícia, intitulada “Alguém aceder aos dados do seu telemóvel pode ser mais fácil do que julga”, refere ainda que, na sessão, “ficou claro que os smartphones são instrumentos frágeis no que toca a garantir a privacidade dos dados de quem os usa”. Filipa Calvão, presidente da Comissão Nacional de Protecção de Dados, afirmou que “o telemóvel é útil, não podemos passar sem ele, mas é, de facto, um meio de comunicação frágil em termos de protecção da privacidade”.

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