Propósitos educativos de há 50 anos

P23 edu.

O dia 1 de Janeiro, como ainda hoje sucede, apresentou-se há 50 anos sem jornais. No segundo dia de 1964, também uma quinta-feira, o Diário de Lisboa dedicou uma página a questões educativas. “Eduquemos o nosso filho! Ano Novo – Vida Nova”, dizia o título do texto principal, que começava com uma pergunta assaz apropriada a um país envolvido numa guerra colonial: “O que podemos nós, pais e educadores, desejar que, acima de tudo, o novo ano traga?” Uma palavra curta oferecia a resposta certa: “Paz!”.
Mesmo que do horizonte dos mais novos esteja ausente a participação numa guerra, o bom propósito de há 50 anos não perdeu actualidade. Hoje como ontem, “as nossas crianças têm vivido, nos últimos decénios, na ‘escola da ferocidade’, assistindo a guerras ou ouvindo falar delas, vendo no cinema e na televisão demonstrações de guerras e crimes, lendo nos jornais e até em livros que lhes são dirigidos descrições de guerras, assaltos, ódios, vinganças, brincando às guerras com imitações perfeitíssimas de revólveres, espingardas, metralhadoras…” Hoje como ontem, de acordo com o Diário de Lisboa, “o que há a fazer, é substituir a ‘escola da ferocidade’ pela escola da paz”.

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