Tocar numa banda de música era, há alguns anos, o objectivo de um determinado tipo de adolescentes. O mesmo género de jovens o que hoje pretende é lançar uma aplicação. A constatação, hoje transmitida à mesa do café por um jovem que cumpriu o desejo de tocar numa dessas incontáveis bandas que em muitos sítios proliferaram, permite, de algum modo, compreender a dimensão da moda – ou, se se preferir, do negócio – de criar um mini-software para uma determinada tarefa.
Na quarta-feira, um jovem sem-abrigo de Nova Iorque foi notícia por ter lançado uma aplicação para smartphones. Intitula-se Trees for Cars e serve para identificar as boleias de que se pode usufruir, indicando ainda o que se poupa em emissão de dióxido de carbono quando se multiplica o número de pessoas por viatura.
Em Agosto, Leo Grand, o sem-abrigo, recebeu a proposta de um programador informático, Patrick McConlogue, que se ofereceu para lhe dar cem dólares ou aulas de programação de graça. Leo Grande preferiu a segunda alternativa e aprendeu depressa. Dezena e meia de semanas de aulas depois, uma hora por dia útil, o resultado é a aplicação Trees for Cars.
