Cinco regras técnicas a ter em conta antes de enviar o jornal escolar para a gráfica

Fotografia apresentada no Centro da Memória de Vila do Conde

Fotografia apresentada no Centro da Memória de Vila do Conde

“O jornal que chegou da gráfica não corresponde ao que esperávamos”. A queixa é frequente e, em grande parte dos casos, pode ser corrigida. Para que isso suceda, é necessário ter em conta um conjunto de regras técnicas, como as que aqui apresenta Luís Carlos Fonseca, director de produção das oficinas gráficas do Diário do Minho, onde são impressos muitos jornais escolares de diversos pontos do país.

1. O ficheiro final deve ser enviado para a gráfica em formato PDF. Pode ser um PDF por cada página ou um PDF com todas as páginas. É indiferente.
Atenção: Nunca produzir os PDF com a montagem feita e nas opções de PDF não incluir miras de corte.

2. O envio poder ser através de File Transfer Protocol (FTP), precisando para tal de uma password que é fornecida pela gráfica que imprime o jornal. Hoje em dia, para transferências de ficheiros “pesados” existem outras plataformas, como o Dropbox, o WeTransfer, YouSendIt, etc.

3. Os principais programas de paginação que existem no mercado são dois: o InDesign (antigo PageMaker) e o QuarkXPress. Ambos são bons e as ultimas versões têm já a exportação para PDF na qualidade gráfica pré-definida.

4. Na escolha do preto para escrever texto, importa ter em atenção que nestes programas existem duas cores preto (o black e o registration). Deve ser sempre utilizado o black, uma vez que o registration é uma combinação de quatro cores, que também dá preto, mas cria problemas de registo no processo de impressão.

5. O tratamento de imagem é obrigatório. O programa aconselhado é o Photoshop.
Todas as imagens que visualizamos digitalmente, quer nas televisões, computadores, máquinas fotográficas, câmaras de filmar, etc. utilizam sempre a combinação de cores RGB (red, green, blue).
As gráficas imprimem numa combinação de cores diferente, utiliza o CMYK (cian, magenta, yellow, black). Com tal, temos que abrir no Photoshop as imagens originais que estão em RGB e transformá-las em CMYK.
Os monitores devem ter a luminosidade e contraste, no máximo, em 60%, para não induzir em erro sobre o aspecto real das imagens.
O papel de jornal não é branco e é muito poroso, o que escurece a impressão. Como tal, as imagens devem ser clareadas cerca de 15% em relação ao que vemos no monitor e devemos dar alguma nitidez – no Photoshop, na barra de “ferramentas” vamos ao “filtro” (filter), depois a “nitidez” (sharpen), onde se clica em “mascara de nitidez” (unsharp mask). Abre-se uma janela onde devemos colocar o amount em 150% e o radius varia entre 0 pixéis e 2 pixéis mediante a qualidade da imagem, o threshold deve manter-se em 0.

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