Miles Scott, uma criança de cinco anos com leucemia, pediu à Fundação Make-A-Wish para ser o Batman. O desejo foi cumprido e, durante o dia 15 de Novembro, São Francisco, nos Estados Unidos da América, mobilizou-se para ser Gotham City, a cidade fictícia onde decorrem as acções de Batman. A iniciativa registou uma extraordinária e comovedora adesão, designadamente dos cidadãos, da polícia e dos poderes públicos.
Ao longo do dia, o Batkid, em resposta a um apelo da polícia da cidade, que, claro, se apresentou como a força da lei de Gotham City, protagonizou um conjunto de proezas. Salvou uma donzela em apuros e impediu um assalto a um banco, por exemplo. E as recompensas não faltaram: uma mensagem do presidente Barack Obama e sobretudo a chave da cidade, entregue pelo presidente da Câmara.
O diário San Francisco Chronicle também se envolveu na epopeia do Batkid, transformando-se no Gotham City Chronicle. Na edição especial distribuída na sexta-feira passada, saúda-se a salvação da cidade pelo Batkid (é verdade que uma cidade que oferece tanta atenção e carinho a uma criança doente é, de certo modo, uma cidade salva) e revela-se a verdadeira identidade do pequeno herói.
O desempenho de Miles foi elogiado por alguns dos protagonistas de Batman no cinema, como, por exemplo, Christian Bale ou Ben Affleck.
A Fundação Make-A-Wish (Fundação Realizar Um Desejo, para usar a designação da afiliada portuguesa) apresenta como principal propósito satisfazer “desejos de crianças e jovens, entre os 3 e os 18 anos, com doenças que colocam as suas vidas em risco, para lhes levar um momento de alegria e esperança”. A Fundação considera que a realização de um desejo é “uma mensagem positiva de esperança, força e alegria” quando ela é mais necessária.
Há muitos testemunhos desse dia memorável. No San Francisco Chronicle, onde se encontra uma secção dedicada ao Batkid, há vários textos, 47 fotografias e um vídeo. Um dos relatos que também merece leitura é o da Wired.
