Pais que vigiam os filhos que despistam os pais

Imagem de apresentação de uKnowKids.com

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É bem conhecida a enorme inquietação de tantos pais perante os perigos que podem surgir na vida on-line dos filhos. É, por isso, abundante o número de progenitores que vigiam – ou tentam vigiar – o que os filhos fazem na Internet. E é ainda mais elevado o número dos filhos que escondem o seu rasto digital.
No texto “Os meus pais espiam-me”, publicado no mais recente número da revista El País Semanal, Karelia Vázquez cita vários inquéritos promovidos por empresas de segurança on-line para dar conta que, nos Estados Unidos da América, mais de metade dos pais já instalaram algum programa para vigiar os filhos e três quartos dos adolescentes ocultam o que fazem na Internet.
O medo permite fazer bons negócios, razão por que, tal como conta o The New York Times, com o objectivo de acalmar o receio dos pais, as operadoras de telemóveis têm vindo a apresentar produtos para uma cada vez mais eficaz espionagem dos filhos. Mary Cofield, uma reformada norte-americana, por exemplo, comprou uma ferramenta intitulada uKnowKids.com para “espiar” as contas de Facebook. Twitter e os SMS da neta. O serviço encaminha para a avó relatórios muito detalhados, notifica-a de cada vez que a jovem emprega uma palavra “inapropriada” e, sempre que necessário, explica à senhora o que querem dizer os termos de calão usado.
São várias as aplicações para espionagem referidas no texto do suplemento dominical do El País, que, todavia, desengana os pais mais desconfiados: “Nenhuma tecnologia de espionagem é capaz de superar a imaginação de um adolescente”.
Não particularmente engenhosos são, no entanto, os dez truques mais comuns a que os adolescentes recorrem para despistar os pais, apurados num estudo da McAfee, que inquiriu cerca de um milhar de pais e um milhar de adolescentes:
1. Eliminar o histórico de navegação (53%).
2. Minimizar as páginas quando se aproxima um adulto (46%).
3. Esconder ou eliminar as conversas (34%).
4. Mentir ou omitir detalhes sobre a actividade on-line (23%).
5. Usar um computador que os pais não controlam (23%).
6. Aceder à Internet a partir do telemóvel ou do tablet (21%).
7. Configurar o nível de privacidade para que os conteúdos apenas sejam vistos por quem se quer (20%).
8.Usar modos privados de navegação para não deixar rasto (20%).
9. Criar uma conta de correio desconhecida para os pais (15%).
10. Criar um perfil duplicado ou falso nas redes sociais (9%).

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