O que podem fazer os pais?

P23 Ask

As notícias sobre problemas, mais ou menos graves, que afectam os mais novos que frequentam as redes sociais nunca escasseiam. Pelas primeiras páginas dos jornais portugueses, tem andado por estes dias o caso de um “pedófilo à solta no Facebook”, para usar os termos da manchete do Correio da Manhã de anteontem. Maior e mais prolongada repercussão têm merecido os dramas de raparigas e rapazes vítimas do Ask.fm. Na segunda-feira da semana passada, o diário Corriere della Sera apresentou uma extensa reportagem sobre o assunto. Nela, a jornalista Marta Serafini notava que “controlar o que os adolescentes fazem na Internet não é fácil”. É que, diz ela, todos os dias surgem novas redes sociais e aplicações e as modas digitais são muito voláteis. “Sobretudo as dos jovens”. A dificuldade, no entanto, não pode fazer com que os pais não prestem atenção à educação digital dos filhos, sublinha o psicólogo italiano Luca Mazzucchelli, citado pelo jornal. A tarefa, julga ele, é imprescindível.
Para dar uma ajuda, são apresentados alguns conselhos, que aqui reproduzimos de um modo adaptado, para evitar que os mais novos se tornem vítimas do assédio on-line. São, como tantas vezes sucede, recomendações dirigidas a pais mais  familiarizados com as novas tecnologias. Sejam como forem, vale a pena lê-las atentamente. Todos os pretextos são úteis para chamar a atenção sobre o que pode e deve ser feito para cuidar da segurança das crianças e dos jovens.

Como podemos limitar os riscos relacionados com o uso dos computadores ou dos  smartphones por parte dos nossos filhos adolescentes?
Experimentem as aplicações e conheçam as redes sociais mais populares entre os jovens. Tenham o computador de casa num espaço comum de modo a que todos o possam usar. Quanto ao telemóvel, não o queiram proibir, transformando-o numa transgressão, mas limitem o seu uso. Utilizem a Internet de forma mais segura. Configurem adequadamente os filtros de Internet para aumentar o nível de segurança e privacidade on-line.

O nosso comportamento pode influenciar o dos nossos filhos?
Sim. Dêem, por isso, bom exemplo. Evitem estar sempre com o telemóvel na mão ou a usar o tablet. Não demonizem as redes sociais, o que, aliás, não serve para nada e contribui para vos afastar dos vossos filhos. É preferível dar um bom exemplo usando-as de modo responsável, no respeito pela vossa privacidade pela dos vossos filhos.

Como preparar os mais pequenos para os perigos que correm na Internet?
Expliquem-lhes como se devem defender das agressões on-line. E previnam-nos em relação aos riscos que sempre correm quando colocam quaisquer dados pessoais na Internet.

O que fazer se se suspeita que o nosso filho ou a nossa filha é vítima de cyberbulling?
Falem com ele ou com ela e expliquem que não se trata de algo real, mas virtual. Comuniquem o abuso ao director de turma, às autoridades policiais e aos responsáveis pela rede social. Se julgarem necessário, levem o vosso filho ou filha a conversar com um psicólogo.

Quais são os possíveis sinais de alarme a que se deve prestar atenção?
Se o vosso filho começa a passar muito mais tempo ao telemóvel e no computador, vale a pena perceber se há algum problema. É preciso estar atento ao isolamento, sobretudo se for excessivo. Uma das campainhas de alarme de cyberbulling soa quando o vosso filho ou a vossa filha não querem ir à escola ou ver seja quem for.”

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>