Em qualquer parte um homem
discretamente morre
Ergueu uma flor
Levantou uma cidade
Enquanto o sol perdura
ou uma nuvem passa
surge uma nova imagem
Em qualquer parte um homem
abre o seu punho e ri
António Ramos Rosa
(In Não posso adiar o coração. Lisboa: Plátano, 1974. A imagem é do Telejornal da RTP)
