Ao ataque no Facebook

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A imprensa noticia com preocupante regularidade casos de abusos de crianças e jovens cometidos por indivíduos que se apresentam nas redes sociais, particularmente no Facebook, com identidades falsas. Com duas ou três precauções bastante simples, essas histórias poderiam deixar de ocorrer com tanta frequência.
Violador ataca no Facebook”, dizia, no dia 30 de Agosto de 2012, uma manchete do Correio da Manhã sobre o caso de um homem de 56 anos que, em diversas redes sociais, incluindo o Facebook, se fez passar por um rapaz de 15, que desejava conhecer raparigas. Conseguiu o que pretendia em Portimão, onde violou e chantageou uma jovem. O jornal acrescentava que o homem, um sargento reformado, foi preso em flagrante, em Oeiras, quando tentava fazer o mesmo a uma menina de 13 anos. Poucos dias depois, a 7 de Setembro de 2012, o Jornal de Notícias contava uma história idêntica, ocorrida mais a norte. “Facebook usado para abusar de raparigas”. A manchete dizia respeito aos abusos de um mecânico, igualmente com identidade falsa no Facebook. Entre as vítimas, encontrava-se uma adolescente de Paredes.
Na semana passada, no dia 20, no Correio da Manhã, surgia mais uma manchete do género: “Tarado do Facebook viola criança”. O caso era, desta vez, protagonizado por um empresário do Seixal, que, também ele, enganou à custa de perfis falsos no Facebook. A notícia dava conta de um abuso, confirmado pela Polícia Judiciária, de um menino de treze anos.

Quatro regras simples

Para que estas notícias não se repitam constantemente, torna-se necessário observar, nas redes sociais, algumas regras simples. Em primeiro lugar, apenas se devem aceitar os pedidos de amizade de amigos ou de pessoas que se conhecem pessoalmente. Uma fotografia de uma cara jovem, bonita e muito simpática pode ser – e tem sido – o disfarce de quem tem más intenções. Em segundo, qualquer encontro não habitual que se pretenda combinar com alguém conhecido deve ter lugar em sítios públicos, onde haja sempre gente, incluindo adultos. Os encontros com quem mal se conhece não devem ser aceites. Em terceiro lugar, é útil partir do princípio de que tudo o que se partilha, mesmo quando se julga que se partilha apenas com uma pessoa, poderá ser lido ou visto (e comentado) por toda a gente, incluindo por quem não se quer. Nunca se partilham dados pessoais, como, por exemplo, passwords; números de contas bancárias, no caso de as haver; moradas; ou informações sobre o horário da escola e do trabalho da família. Também nunca se partilham imagens íntimas. Em quarto lugar, e finalmente, é bom que os professores e os pais se informem sobre os perigos – e os benefícios, claro – da Internet e que conversem com os mais novos sobre isso. E, já agora, conviria que se respeitasse a regra do Facebook que estabelece que não se deve usar a rede social sendo menor de 13 anos.

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