O digital não vai matar a imprensa escrita

P23 Historia
No final da II Guerra Mundial, 80 % dos franceses compravam um jornal diário. A percentagem caiu para os 50% em meados da década de 70 e, em 2013, não excede os 28 %. Este declínio de leitores, quantificado por Christian Delporte no interessante número de Maio da revista francesa Historia dedicado à imprensa, indiciará o fim da imprensa escrita? O professor de História Contemporânea na Universidade de Versailles responde negativamente, julgando mesmo que “o digital não só não matará a imprensa escrita, como poderá salvá-la”.
Christian Delporte considera que, para isso, é necessário que a imprensa adapte os seus conteúdos, tornando-os mais reactivos, mais diversificados e mais bem verificados “e reforçando a missão central do jornalista-mediador, indispensável para esclarecer o cidadão acossado por uma informação pletórica”. Há um século, não faltou quem anunciasse o fim do jornalismo, mas foi o contrário o que ocorreu, recorda o historiador. Se, diz ele, a imprensa escrita assumir a revolução digital, em vez de a sofrer, a História pode repetir-se.

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