Os jornais devem oferecer referências às pessoas, defende directora do Le Monde

Que função cabe aos jornais num momento em que vivemos inundados por informação proveniente de todo o tipo de fontes, em que as notícias chegam durante 24 horas sete dias por semana? A nova directora do Le Monde, Natalie Nougayrède, crê que os jornais devem assumir a função de verificadores, de vigias, de guias; não ideológicos, mas fornecendo referências às pessoas que se sentem desorientadas perante o esmagador fluxo de notícias. É pelo menos isso que, segundo revelou ao El País, se propõe fazer à frente do diário francês.
Cada empresário, cada político, cada actor tem hoje um assessor de imprensa ou uma agência que se empenham na publicação dos seus relatos, diz Natalie Nougayrède, acrescentando que os jornalistas não podem aceitar isso. Para a directora do Le Monde, as pessoas necessitam de ter confiança na palavra dos jornalistas, razão por que é, mais do que nunca, fundamental examinar as versões oficiais. “O pacto com o leitor exige qualidade, veracidade, rigor e independência”
Entre o mais interessante da entrevista que o El País publicou no domingo (“La información de calidad no puede ser gratis”), encontra-se a defesa da imprensa em papel. Para Natalie Nougayrède, “o internauta elege o que quer ler, o que ele mesmo busca; o papel é outra coisa, deve oferecer coisas não procuradas, proporcionando o prazer da leitura, boa escrita, ritmo…”

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