O Desterrado ou a história do João Francisco

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O Jornal da Tangerina, da Escola Tangerina, Porto, apresenta uma particularidade muito interessante: produz notícias sobre o que as alunas e os alunos do jardim-escola e da escola do 1.º ciclo do ensino básico foram aprendendo nas salas de aulas ao longo de cada período lectivo. Mas o jornal também se faz com o que se passou fora da escola. A Sala do 1.º ano de escolaridade, por exemplo, foi visitar o Museu Soares dos Reis, no Porto, e observou atentamente a escultura Desterrado, de António Soares dos Reis, que inspirou este texto:

“Fomos ao Museu Soares dos Reis e a escultura a que demos mais atenção foi a do Desterrado, de Soares dos Reis. Falámos muito sobre ela e resolvemos pensar numa história para a escultura. O que estará o Desterrado a pensar? De onde terá vindo? Como terá sido a vida dele? E foi esta a história que inventámos:
Uma vez um menino chamado João Francisco teve de mudar de terra, pois onde tinha nascido não havia escola. Foi estudar para muito longe.
Ficou lá a viver sem amigos nem família e por isso os seus colegas de escola começaram a chamar-lhe o ‘desterrado’.
Um dia estava ele muito triste, pois não tinha ninguém com quem conversar, nem brincar e resolveu ir até à praia; sentou-se lá a pensar na sua vida, na sua família. Pensou em como tinha tantas saudades e em como gostava de rever a família e os antigos amigos da sua terra.
Estava ele nestes pensamentos, sem saber o que fazer. Cada vez tinha mais recordações dos tempos em que se sentia mais feliz, em que vivia na sua terra, até que tomou uma decisão: voltar para casa.
Saiu da praia decidido a regressar e lembrou-se de começar a trabalhar numa escultura sobre ele próprio e fez o Desterrado. Pôs a escultura à venda e conseguiu vendê-la, ganhar algum dinheiro e assim regressar à sua terra. Ficou muito feliz e com o dinheiro que sobrou da venda, quando chegou à terra, conseguiu comprar uma casa para viver. Nunca mais ninguém viu o João Francisco triste, tendo-se transformado num famoso escultor.”

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