Todos os dias são dias das mentiras

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Na Internet, todos os dias são dias de mentiras. Poderia, pois, parecer redundante dedicar à mentira um dia específico, mas o dia 1 de Abril também oferece oportunidades que o marketing não desdenha. No Público (“Em Abril, mentiras mil”), há uma lista de marcas que aproveitaram a ocasião para se tornarem faladas e usadas. É o caso, por exemplo, da Google, que usou o dia das mentiras para apresentar um falso novo produto, o Google Nose, a Base de Aromas da Google, com mais de 15 milhões de bytes de aromas.
Os antros de propagação de falsidades – ou de coscuvilhices –, encontravam-se, outrora, assaz circunscritos. Hoje, a mentira tem um âmbito de difusão planetário. O correio electrónico, os blogues, as redes sociais ou os sites são usados, a todo o instante, para multiplicar spam, boatos falsos e tontarias. Na Internet, também há, claro, sites para combater os embustes (hoaxes), valendo a pena citar dois exemplos, o snopes.com e o Museum of Hoaxes.
Entre a bibliografia disponível sobre o assunto, encontra-se um livro muito instrutivo escrito pela jornalista Susana André. Intitula-se Mitos urbanos e boatos (Lisboa: Esfera dos Livros, 2010), apresenta abundantes exemplos de falsidades que circularam e continuam a circular em Portugal e no estrangeiro e explica como surgiram e conseguiram intoxicar muita gente, sobretudo pessoas ao mesmo tempo desconfiadas e crédulas, as mais facilmente contamináveis pelos embustes. Como são incapazes de fazer uma correcta filtragem das informações que recebem, separando as que são fiáveis das que são meras patranhas, são capazes de, simultaneamente, acreditar na veracidade de algo absolutamente inverosímil e desconfiar de quem lhes refira a inverosimilhança.

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