Erros em primeiras páginas

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Em conversas sobre o futuro da informação, contra os que acham que a Internet veio tornar dispensável a actividade jornalística, há um argumento frequentemente formulado pelos defensores do jornalismo. Dizem eles que, ao contrário da Internet, que apresenta uma quantidade imensa de informação demasiadas vezes de qualidade duvidosa, a imprensa oferece informação fiável, porque sempre cautelosamente verificada. Para que o argumento se imponha sem objecções, é, todavia, necessário que a imprensa se empenhe mais em evitar que os leitores tropecem em erros jornalísticos.
Dois deles, para referir apenas exemplos encontrados em primeiras páginas, surgiram recentemente nos diários El Periódico de Catalunya, de Espanha, e La Razón, da Argentina. No primeiro, dizia-se erradamente que Francisco é o primeiro Papa não europeu da História. No segundo, ilustra-se uma notícia sobre a primeira vez que Francisco rezou o Angelus na Praça de S. Pedro, em Roma, com uma fotografia errada, em que, em vez de Francisco, aparece Bento XVI.

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E, recuando um pouco mais, encontrámos um erro de palmatória num jornal habitualmente considerado como um dos mais credíveis da Europa, o diário espanhol El País, que, no final de Janeiro, publicou uma fotografia de Hugo Chávez, que, além de não possuir relevância informativa, era falsa.

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