As dúvidas de um jornal escolar com vinte anos


Hoje, na Guarda, não houve aulas por causa da neve. Para os jovens repórteres e fotógrafos do Expressão, o jornal da Escola Secundária de Afonso de Albuquerque, terá sido, por certo, um dia de intenso trabalho, pois estas ocasiões em que as rotinas se quebram têm sempre bons episódios para contar e boas imagens para mostrar.
O Expressão está agora com vinte anos. No período que se seguiu ao 25 de Abril de 1974, surgiram alguns números avulsos de um jornal que teve esse nome, mas só em Abril de 1992 é que o Expressão, distribuído como parte integrante do jornal O Interior, começou a ser publicado regularmente. Já foi premiado no Concurso Nacional de Jornais Escolares. No PÚBLICO na Escola, cada edição é sempre aguardada com muita expectativa. Os textos de alunos, professores e outros membros da comunidade educativa são lidos sempre com atenção e, de um modo geral, com proveito.
Mesmo assim, por vezes, no Expressão, emergem as dúvidas. Umas quantas encontravam-se num texto publicado na edição do vigésimo aniversário: “Vale a pena continuar a sair em papel ou manter só o formato online? Porque é que é tão difícil hoje atrair os jovens para uma equipa de redacção de um jornal escolar? Quem lê realmente o jornal? Os pais gostam mesmo do jornal? Interessa mesmo informar sobre a vida da escola e levar os jovens a escrever texto jornalístico? Não será o momento de uma viragem?”
Boas interrogações, que não dizem apenas respeito ao Expressão. Tentar encontrar para muitas delas as boas respostas contribuirá para consolidar e melhorar qualquer jornal escolar.

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