“O telemóvel semeia a dis­cór­dia nas esco­las”

Mal o ano começa, logo se apressam a chegar as notícias de sarilhos. “O telemóvel semeia a discórdia nas escolas”, informava, anteontem, um título do diário francês Le Monde. Mas não é por causa dos problemas relatados que a notícia é para aqui chamada. O que mais interessa é que, a propósito do assunto, o jornal entrevistou o director do Serviço de Dependências e de Psiquiatria do Centro Hospitalar Universitário de Nantes, que disse algo que é útil escutar. A propósito do problemático vício juvenil do telemóvel, o professor Jean-Luc Vénisse exprime um lamento: “Certos pais têm medo de pôr limites”.
Há uma tendência para estigmatizar os mais novos, prestando atenção ao modo como se comportam, diz Jean-Luc Vénisse, que julga necessário que os adultos se interroguem sobre as suas práticas. Considerando que as novas tecnologias, que têm muitas vantagens, se impuseram com uma “rapidez fenomenal”, sem que tivesse havido tempo de reflectir sobre o modo como elas são usadas, o especialista em dependências defende que se estabeleçam regras de bom uso e que haja uma regulação de comportamentos. “No que diz respeito aos adolescentes e aos seus telemóveis, podemos também perguntar se não há uma carência do lado dos adultos. Certos pais têm medo de pôr limites, pois têm a impressão que os filhos não vão gostar deles se disserem que não”.

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