Psiquiatra quer crianças com mais jogos e livros e menos tablets


Os tablets tácteis produzidos para crianças conhecem um sucesso comercial crescente, noticia hoje o diário francês La Croix, que, a propósito, escutou o que tem a dizer uma das pessoas que mais sabe sobre como é e como deveria ser a relação dos mais novos com os ecrãs, o psiquiatra e psicanalista Serge Tisseron, autor de, por exemplo, Manual para pais cujos filhos vêem demasiada televisão (Lisboa: Edições 70, 2007).
“As crianças não são espontaneamente atraídas pelos objectos digitais, elas utilizam-nos em primeiro lugar para imitar os pais. É, pois, o interesse do adulto que mobiliza o interesse da criança”, diz Tisseron, acrescentando algo que é útil sublinhar: “Os bebés e as crianças têm uma necessidade prioritária de outras coisas, mas não de ecrãs. Têm necessidade de referências espaciais e temporais e os jogos tradicionais e os livros folheados são o que melhor as constrói”.
O psiquiatra e psicanalista não desaconselha em absoluto os tablets tácteis por considerar que podem desenvolver certas capacidades, como a inteligência intuitiva. No entanto, este uso deve ser limitado e enquadrado. É que, nota Tisseron, os mais novos podem tirar partido de um ecrã interactivo, mas durante um período muito curto e acompanhado por um adulto. O psiquiatra e psicanalista é de opinião que “um tablet permite diversificar os estímulos e pode, portanto, ser utilizado em complemento de outras actividades, mas não é, em caso algum, uma prioridade para uma criança”.

[A imagem foi retirada daqui]

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