As mentiras que trouxe o furacão Sandy


“Na idade do Twitter, as más notícias correm velozmente”. A constatação encontra-se nas primeiras linhas de uma das notícias mais lidas hoje no diário The Washington Post. O jornal observa, logo a seguir, que isso sucede “mesmo quando as más notícias nem sequer são notícias”. As “más notícias” que, de facto, “nem sequer são notícias” a que o autor do texto, o repórter Paul Farhi, alude são os inúmeros rumores que surgiram durante a passagem do furacão Sandy pelos Estados Unidos da América. Além de divulgar notícias de falsos relatórios sobre a tempestade, o Twitter informava que a Bolsa de Valores de Nova Iorque, em Wall Street, se encontrava inundada, informa o título da notícia. 
A avalanche de mentiras difundidas através do Twitter, do Facebook e do Instagram trouxe também muitas imagens falsas, mais ou menos enganadoras. Algumas mostravam tubarões que chegavam com a água às ruas de Nova Iorque. Outras mostravam céu ou mar aterradores, retiradas de filmes catastróficos de ficção científica. É de um deles, de O dia depois de amanhã, a imagem falsa (acima apresentada) destacada pelo The Washington Post para ilustrar o que, através do Twitter, se propagou como sendo um efeito que estaria a ser causado pela tempestade.
Ainda que muitos já o saibam, pode ser útil repetir que nem tudo o que se lê ou vê nas redes sociais é verdade.

[Actualização, 1 de Novembro: sobre os falsos rumores a propósito dos efeitos do Sandy, vale a pena ler ainda “On Twitter, sifting through falsehoods in critical times”, publicado no The New York Times, e “Twitter inondé de fausses informations sur Sandy”, no Le Figaro]

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