Não esquecer que a Internet nunca esquece

Foto: Gray Gross (detalhe de fotografia de Brooke Shields)

Os inquietantes resultados de um estudo sobre mais uma consequência da falta de cuidado dos adolescentes quando navegam na Internet eram hoje comentados na revista Les Inrockuptibles num texto intitulado “Les ados piégés par des sites pornos?”.
Depois de, durante 47 horas, repartidas por quatro semanas, terem analisado os conteúdos colocados por crianças e adolescentes nas redes sociais, investigadores da Internet Watch Foundation (Fundação de Vigilância da Internet) encontraram 12 224 vídeos e fotografias com um conteúdo sugestivo ou explicitamente sexual. O pior é que 10 778 destas imagens, ou seja, 88% do que foi visto, mostrando jovens a posar ou a praticar actos sexuais foram copiadas para serem colocadas em sites pornográficos que parasitam as redes sociais.
O autor do texto, o jornalista Vadim Poulet, concluía que os nativos digitais, que supostamente sabem mais de redes sociais do que os progenitores, são, de facto, uns completos ignorantes. Por isso, recomendava, é fundamental explicar-lhes que uma imagem, a partir do momento em que é colocada online, deixa de estar sob controlo e, na prática, fica a pertencer a toda a gente. Infelizmente, como se percebe pelos testemunhos recolhidos pela Internet Watch Foundation, esta ideia está longe de ser do conhecimento geral e de se encontrar devidamente assimilada, acrescentava o jornalista, que desejava algo muito pertinente: “Seria bom que os estudantes não esquecessem que a Internet nunca esquece”.

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