O direito ao esquecimento

Os motores de busca da Internet vieram dar uma nova visibilidade a notícias do passado, as quais, sem essa mediação, dormiriam nas hemerotecas. Agora, apenas teclando um nome, qualquer um pode a aceder ao historial digital de uma pessoa, incluindo notícias antigas que podem ter um efeito negativo no presente. A constatação é da provedora do leitor do diário El País, Milagros Pérez Oliva, que foi instada a resolver um problema relacionado com “o direito ao esquecimento”.
Marta Bobo, professora da Faculdade de Ciências do Desporto da Universidade da Corunha, quer que ela trate de impedir que esteja on-line uma notícia que o diário espanhol publicou em 1984. Hoje mãe de duas meninas, Marta Bobo considera-se injustamente perseguida por essa notícia, publicada no tempo em que ela era uma ginasta, em que lhe é atribuída uma anorexia, algo que garante ser falso. O problema, como explica Milagros Pérez Oliva em “Un nuevo desafío: el derecho al olvido”, pelo menos por enquanto, parece ser difícil de resolver.
Num outro texto da provedora do leitor sobre a mesma temática, “Condenados a permanecer en la Red”, chama-se a atenção para os problemas que decorrem da existência de uma biografia digital, tantas vezes com dados que podem ser errados, e da importância crescente (e, em não raras ocasiões, nefasta) que ela pode ter na vida de cada um.

[Clicando na imagem pode ler-se a referência à notícia que suscitou a reclamação de Marta Bobo à provedora do leitor do jornal El País]

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