Os videojogos aumentam a agressividade

Os videojogos e os seus efeitos são o tema de uma entrevista que Bruce D. Bartholow, doutorado em Psicologia e investigador da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos da América, concedeu a João Pedro Pereira e que vale a pena ler no PÚBLICO de hoje. Aqui ficam alguns extractos:

Há muita violência nos media. Os telejornais mostram imagens reais de cenários de guerra. Os jogos são mais susceptíveis de aumentar a agressividade?
A distinção é cada vez mais esbatida, à medida que os jogos se tornam mais realistas. Há dois factores a ter em consideração. Em primeiro, o quão realistas são as imagens. Depois, há a diferença entre estar passivamente a ver televisão e estar activamente a interagir com um videojogo. Há estudos que mostram que crianças que jogam ficam mais agressivas do que as que simplesmente vêem jogar.
De que tipo de comportamentos estamos a falar quando diz que ficam mais agressivas?
Há estudos que sugerem que os jovens se envolvem em mais brigas. A definição psicológica de agressão é “ter a intenção de causar mal a outra pessoa”, seja isso sob a forma de dar um murro a alguém, ou fazer um comentário rude, ou ser mais agressivo a conduzir. Há vários níveis. Claro que as pessoas estão mais preocupadas com a violência física.
[…]
Há quem argumente que os videojogos podem ajudar a libertar stress ou raiva. Obviamente, discorda desta ideia.
Discordo. Aquilo de que está a falar chama-se catarse. É uma ideia antiquada de que as pessoas são agressivas por natureza e que explodem se não se libertarem de vez em quando. Há um cientista colega meu que fez muito trabalho focado exactamente nesta questão. E descobriu que quando se dá a oportunidade a uma pessoa de ser agressiva, isso predispõe-nos para mais agressão.

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