Concurso de Vídeo Escolar 8 e Meio convida os estudantes a realizarem um sonho

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O Clube de Cinema 8 e Meio da Escola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim, convida os estudantes das escolas secundárias portuguesas a realizarem um sonho. Para isso, organiza o Concurso de Vídeo Escolar 8 e Meio, que tem este ano a 11.ª edição. Todas as informações, particularmente o regulamento e ficha de inscrição, encontram-se aqui.

Armando Baptista-Bastos (1933-2017)

Foto: Rui Gaudêncio

Foto: Rui Gaudêncio

O jornalista e escritor Armando Baptista-Bastos morreu hoje em Lisboa, no Hospital de Santa Maria, onde estava internado há 40 dias. Tinha 83 anos.
Na notícia sobre a morte do jornalista, o PÚBLICO lembrou que Baptista-Bastos trabalhou em múltiplas redacções de jornais, revistas, televisões, rádios e uma agência noticiosa. A longa lista inclui A Bola; Correio da Manhã; O Diário; Diário de Notícias; Diário Económico; Diário Popular; Expresso; Jornal de Negócios; Jornal de Notícias; Jornal do Fundão; O Ponto, semanário de que foi um dos fundadores; República; Sábado; O Século; O Século Ilustrado; RTP; SIC; Antena 1; Rádio Comercial e France Presse.

Aprender a distinguir o verdadeiro do falso

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“A liberdade de expressão tal como a navegação têm de ser aprendidas”, diz o historiador britânico Timothy Garton Ash, numa entrevista hoje publicada pelo Diário de Notícias. A analogia atribuída a Michel Foucault é usada para reclamar uma aprendizagem da navegação nos “mares tempestuosos da Internet”. Para Timothy Garton Ash, nunca aprenderemos se não houver possibilidade de pôr o barco a navegar. Aprender, explica ele na conversa com o jornalista João Céu e Silva, impõe como objectivo saber que em democracia também se pode conviver com os discursos de ódio. “É o que chamo de civilidade na navegação no mar alto”, acrescenta o historiador, defendendo o ensino nas escolas da literacia da Internet e da comunicação social. “Os jovens são invadidos pela informação nos smarthphones e têm de aprender a escrutinar entre o verdadeiro e o falso, o valioso e o lixo”.
Timothy Garton Ash é uma mais uma voz a chamar a atenção para a premência de um empreendimento sempre adiado.
A entrevista – “A Internet é o maior esgoto da história mundial” – foi realizada a propósito da edição portuguesa, pela Temas e Debates, do livro A liberdade de expressão. Dez princípios para um mundo interligado.

“Uma cruzada contra a mentira e o ódio na Internet”

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Promover “uma cruzada contra a mentira e o ódio na Internet” é o objectivo da deputada alemã Renate Künast, noticia hoje, com destaque na primeira página, o diário El País. O Facebook é um dos alvos da ex-ministra, que pretende que a rede social faça alguma coisa para travar a disseminação da mentira e do ódio. Até agora, julga ela que pouco ou nada foi feito. Diz a deputada que o Facebook dá algum sinal de querer fazer alguma coisa quando vê a pressão social aumentar, mas, por enquanto, “é só conversa”. Afirmando ser apenas uma plataforma tecnológica, sem controlo dos conteúdos, o Facebook, acrescenta Renate Künast, furta-se aos mecanismos de controlo a que estão submetidos os meios de comunicação tradicionais.

A mentira de um chefe extremista holandês

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Mentir, mentir, mentir. Os extremistas políticos estão, em todo o lado, apostados em não prescindir de usar a mentira como arma política. Desta vez, é um extremista de direita holandês a divulgar, através de uma rede social, uma fotografia falsificada com o propósito de atacar um adversário político. O caso está a ter um assinalável eco internacional. O diário El País contou a história (“Wilders tuitea una foto falsa para vincular a un rival con islamistas”) e exibiu, lado a lado, a fotografia original e a truncada.

le P’tit Libé explica às crianças a guerra na Síria

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“Há cerca de seis anos que uma guerra rebentou na Síria e não passa um mês sem que os media falem sobre ela. Mas nem sempre é simples compreender as razões do conflito, quem se bate contra quem, porque é que os países estrangeiros aí intervêm.” É por isso que le P’tit Libé quer ajudar os leitores mais novos a compreender o que se passa na região. “A guerra na Síria explicada às crianças” é o tema do mais recente número de uma publicação editada pelo diário francês Libération.
Este dossier, que pode ser lido no site do Libération ou adquirido, com o jornal, este fim-de-semana nos quiosques, foi revisto por uma pedopsiquiatra, Nicole Catheline, um detalhe que merece ser sublinhado.

Descendentes de justos portugueses celebram Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto na Escola Básica e Secundária de Airães

P23 Airães Memória Holocausto
Uma evocação de Aristides de Sousa Mendes, José Brito Mendes, Carlos Sampaio Garrido e Joaquim Carreira, portugueses que salvaram judeus da perseguição nazi, colocando em perigo as suas vidas, representará o momento mais relevante da comemoração do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, que decorrerá na Escola Básica e Secundária de Airães, em Felgueiras, na sexta-feira, às 10h30.
A iniciativa permitirá conhecer melhor a vida exemplar de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus em 1940, ano em que a França foi invadida pela Alemanha nazi; de José Brito Mendes, emigrante português em Paris (e da mulher com quem casou, a francesa Maria Louise); de Carlos Sampaio Garrido, embaixador de Portugal em Budapeste em 1944; e de Joaquim Carreira, sacerdote que dirigiu o Colégio Pontifício Português de Roma. Os quatro portugueses receberam o título de “Justo entre as Nações”, atribuído pelo Yad Vashem, Autoridade Nacional para a memória dos Mártires e Heróis do Holocausto, de Jerusalém, para distinguir os não-judeus que, durante o Holocausto, arriscaram a vida para salvar judeus. As distinções foram concedidas em 1966, 2004, 2010 e 2014.
Na evocação, participarão três descendentes dos homenageados, um neto de Aristides de Sousa Mendes, António Moncada de Sousa Mendes; um neto de Carlos Sampaio Garrido, Salvador Alves Garrido; e um sobrinho de Joaquim Carreira, João Mónico. António Marujo, jornalista do blogue Religionline, é outra presença confirmada.
O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto inclui ainda, às 15h30, uma conferência do secretário de Estado da Educação, João Costa, sobre “A diversidade multicultural – Educar para a diferença”.

Para que serve o jornalismo

[…] “Para que serve o jornalismo?” A pergunta, conhecida, foi repetida em certa ocasião pela revista digital Puro Periodismo, da Escola de Jornalismo da Universidade Alberto Hurtado, no Chile. Pouco depois do 4.º Congresso dos Jornalistas, realizado em Lisboa, vale a pena atentar em algumas respostas. Umas foram concisas: “O (bom) jornalismo serve para que os que sabem mais não se aproveitem dos que sabem menos”, afirmou Carola Fuentes, fundadora da produtora audiovisual La Ventana Cine. Outras apresentaram-se mais extensas. “Parece-me que essa pergunta tem mais do que uma resposta. O objectivo do jornalismo é informar, mas como há distintos tipos de jornalismo, essa informação serve para diversas coisas, não se pode meter tudo no mesmo saco”. Depois desta espécie de preâmbulo, Francisca Skoknic, subdirectora do Centro de Investigación e Información Periodística, sublinha o essencial: “O jornalismo que a mim me interessa é aquele que oferece informação às pessoas para que elas possam exercer melhor os seus direitos como cidadãos” – e não teria sido despropositado acrescentar que a informação também pode instar as pessoas a cumprirem os seus deveres. Esse jornalismo que interessa “inclui desde a cobertura crítica da forma como as autoridades governam e legislam até à divulgação de informação básica para que as pessoas possam tomar decisões no dia-a-dia”. Isto implica mostrar tudo aquilo que, por distintas razões, permanece oculto ao olhar dos cidadãos.
Nicolás Alonso, jornalista da revista Qué Pasa, diz algo idêntico. O jornalismo “é importante, claro, pelo seu objectivo principal: fiscalizar o poder”. Mas tem outros préstimos: “Dar voz a quem não a tem, gerar empatia entre realidades distantes, e sensibilizar para as diversas injustiças do mundo moderno”. O jornalismo poderá ainda “resgatar esses heróis anónimos, cujo exemplo se perde no meio do caos quotidiano”.
O jornalismo é como uma lente, considera Carolina Mascareño, jornalista de um dos mais lidos diários chilenos, La Tercera. É, diz ela, “uma ferramenta para recolher fragmentos de realidades distantes, como um telescópio que observa as estrelas e possibilita a construção de um relato sobre o universo para o levar a outras pessoas”. E é, ao mesmo tempo, “como um microscópio, que permite escrutinar, estabelecer as causas dos processos e fenómenos sociais e ampliar factos que escapam ao olhar apressado das pessoas”. Segundo Carolina Mascareño, os novos media vieram impor um esforço de adaptação para que “o trabalho desta lente chegue às pessoas como um relato com sentido e não como uma visão turva”.
Manifestando respeito pela crítica especializada, pela coluna de opinião e pelo jornalismo narrativo, David Ponce, crítico musical do El Mercurio On-Line, considera que não há tarefa jornalística mais útil do que fazer a agenda (a secção do jornal em que se publicam as informações sobre os colóquios, os espectáculos musicais, as exposições, as feiras, os filmes, as peças de teatro e o mais que estiver agendado para o dia). “Anónima, desprovida de ego, puro serviço, nenhum rosto, é o melhor índice de quanto importam a um meio de comunicação social os seus leitores”. A agenda, acrescenta, “é o antónimo de opinologia”, é informação para uso próprio. “É empoderamento, antes de ter sido inventada essa palavra: é o faz tu mesmo. Ou anda tu mesmo, ao teatro, ao concerto, ao museu, à rua”.
Menos culto de egos, menos tagarelice irrelevante, menos reprodução de comunicados e recados, menos truques, mais informação útil e comprovada, mais serviço, portanto, eis uma sugestão para estes tempos de crise do jornalismo.

Extracto de texto publicado hoje no jornal Diário do Minho.

10º Concurso de Vídeo Escolar 8 e Meio distingue filmes realizados por quinze estudantes

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O 10.º Concurso de Vídeo Escolar 8 e Meio distinguiu seis filmes realizados por quinze alunos do ensino secundário de Portalegre, Póvoa de Varzim, Santarém, Tondela, Vila Nova de Gaia.

1.º Prémio
Num Álbum, Cristiana Dias, Luís Paulo, Sara Silva, Gabriela Macedo, Inês Soares, Diana Ferreira e Filipa Brás, do Instituto das Artes e da Imagem, Vila Nova de Gaia

2.º Prémio
Namorado, Bruno Alexandre Ceia Rodrigues, da Escola Secundária de S. Lourenço, Portalegre

3.º Prémio
A Vida de um Oleiro, José Alberto Martins Ferreira, da Escola Secundária de Molelos, Tondela

Menções honrosas
HeArt Feelings, Matheus Silva, Jorge Pinheiro, João Silva e Hugo Alves, do Instituto das Artes e da Imagem, Vila Nova de Gaia
Monocroma, Francisco Manuel Felício Vitorino, da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, Santarém

Prémio Escola Secundária Eça de Queirós / Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária Eça de Queirós
Repara, Ri, Reflete, Ruben Amorim Vasques, da Escola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim

Prémio do público
HeArt Feelings, Matheus Silva, Jorge Pinheiro, João Silva e Hugo Alves, do Instituto das Artes e da Imagem, de Vila Nova de Gaia

Fidel Castro (1926-2016)

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As primeiras páginas sobre a morte de Fidel Castro foram assaz variadas. Umas vezes, quiseram recordar as imagens de um jovem revolucionário, envergando uma farda guerrilheira; outras vezes, preferiram exibir fotografias recentes de um homem velho, em fato de treino. Uma das imagens preferidas mostrava Fidel Castro de perfil.

Celebra-se hoje o dia nacional do vídeo escolar

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Celebra-se hoje o dia nacional do vídeo escolar. Não está institucionalizado, mas isso pouco importa. O que, de facto, conta é que hoje se exibem e premeiam filmes realizados por estudantes do ensino secundário português. A importante jornada enquadra-se na décima edição do Concurso de Vídeo Escolar 8 e Meio, promovida pelo Clube de Cinema 8 e Meio, da Escola Secundária Eça de Queirós, da Póvoa de Varzim.
Os 49 filmes, feitos por alunos de vinte escolas do ensino secundário português, serão exibidos durante a tarde no Cine-Teatro Garrett, na Póvoa de Varzim. À noite, além de se ficar a saber quem são os autores dos filmes distinguidos, um grupo de alunos da Escola de Música da cidade interpretará a música do filme La Strada, composta por Nino Rota, e será exibida uma adaptação do filme de Federico Fellini, em 8 minutos e meio, numa realização da Associação Pathos.
O programa reserva ainda espaço para o Talento-Extra da realizadora Natália Andrade, vencedora de uma edição do Concurso de Vídeo Escolar 8 e Meio, que apresentará dois trabalhos recentes.

Jornais que dão voz a jornalistas estrangeiros perseguidos

P23 Libération 2016.11.15
P23 Libération 2016.03.11
P23 + La Razón 2016.05.22

Vários diários europeus têm oferecido as suas páginas a jornalistas de países em que a liberdade de expressão não existe ou é fortemente condicionada. O diário francês Libération deu hoje voz aos jornalistas húngaros do Népszabadság, outrora o jornal mais influente e com maior difusão na Hungria, “assassinado” no início de Outubro.
Antes, a 11 de Março, o Libération tinha sido integralmente redigida por jornalistas, intelectuais e artistas sírios, que testemunharam como têm vivido os cinco anos de guerra que devasta o país. O diário espanhol La Razón olhou para outro continente e abriu, no dia 22 de Maio, as suas páginas aos jornalistas venezuelanos para que relatassem “em primeira mão a catastrófica realidade de um povo acossado por Maduro”.

Leonard Cohen (1934-2016)

P23 Libé LeonardCohen

O vento vestiu-me esta manhã.
Fecha os olhos – disse-me o céu –
e corre com o teu rosto feliz
virado para o sol.

Leonard Cohen
[Extracto de “O vento vestiu-me esta manhã”. In Filhos da Neve. Antologia Poética. Lisboa: Assírio & Alvim, 1985. Tradução de Jorge Sousa Braga e Carlos Tê]

Hoje é dia para reclamar o fim da impunidade dos crimes contra jornalistas

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Hoje é o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas. A data assinala-se pela terceira vez, por iniciativa da Assembleia Geral das Nações Unidas, para condenar todo o género de ataques contra os meios de comunicação social e para incentivar os Estados a tomarem medidas concretas que evitem as agressões contra os jornalistas, assegurem que os agressores são julgados e garantam o direito das vítimas a uma reparação. Para as Nações Unidas, os Estados devem favorecer um ambiente propício e seguro, em que os jornalistas possam realizar o seu trabalho de modo independente e sem interferências.
As Nações Unidas referem que, durante a última década, mais de 800 jornalistas foram assassinados por cumprir a tarefa de informar o público, sendo muito preocupante que apenas uma reduzidíssima percentagem destes crimes (cerca de 10%) tenha merecido uma condenação.
O Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas foi estabelecido a 18 de Dezembro de 2013, numa Assembleia Geral das Nações Unidas que também aprovou a primeira resolução sobre a segurança dos jornalistas e a impunidade que recai sobre os que os atacam.
Não se pode dizer que a data tenha merecido a atenção dos jornalistas portugueses.

Não é por podermos contar tudo que devemos contar tudo

P23 El Roto vida privada

El Roto

A privacidade é, hoje, globalmente, um valor muito pouco estimado. Em boa verdade, para muitos, nem sequer é um valor. Não faltam, de resto, os que julgam que se alguém reclama respeito pela privacidade é porque, com certeza, terá algo menos digno a esconder (era a esses que aludia o cartoonista El Roto no diário El País de ontem). O assunto não é simples e é certo que alguns dos que, em certa altura, se insurgiram contra a violação da privacidade foram os que, antes, procuraram obter algum benefício expondo-se sem qualquer reserva.
Seja como for, é preciso insistir: a privacidade é um valor que importa defender. Mesmo que nada haja para esconder. Não é por podermos contar tudo que devemos contar tudo, explica Dominique Wolton, especialista em ciências da comunicação, no PÚBLICO de hoje.
“Lutámos durante séculos até termos, enfim, o direito a uma existência privada, e agora, com as tecnologias de informação e com o fenómeno da ‘peopleização’, passamos a vida a publicitar a vida privada”, recorda o especialista em ciências da comunicação. “É um contra-senso”, acrescenta. Na entrevista que concedeu ao jornalista Luís Miguel Queirós, Dominique Wolton explica que, “se esta geração não percebe que é preciso preservar essa separação, isso é grave, porque essa fronteira foi um verdadeiro campo de batalha, e conseguir impô-la representou uma grande vitória política”. Para o autor de É preciso salvar a comunicação, “não é por hoje ser possível contar seja o que for nas redes sociais, e haver quem o leia, que devemos fazê-lo”. Dominique Wolton tem toda a razão quando nota que diante do computador temos uma sensação de liberdade, mas que nos deveria “preocupar a contradição entre esse sentimento de liberdade e o facto de a Internet ser dominada pelo poder económico, financeiro e técnico do Google, da Apple, do Facebook, da Amazon”.

Portugal no topo da actualidade suíça

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O diário suíço Le Temps tem, neste momento, Portugal no topo da sua informação online. “Le Portugal, ami fidèle, allié espéré” analisa a visita de Estado que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fará à Suíça na segunda e terça-feira. A livre circulação dos emigrantes portugueses, segundo o jornal, será um tema forte das discussões com as autoridades do país.
Além do texto principal e de uma entrevista com Álvaro Oliveira, vice-presidente da Associação Cultural de Expressão Portuguesa em Genebra, Lise Bailat, correspondente parlamentar em Berna, assina o editorial sobre “uma visita de Estado que se anuncia repleta de bons sentimentos”.

“The times they are a-changin’”

P23 Telejornal Bob Dylan
De facto, “The times they are a-changin’”. E não é só a atribuição do Prémio Nobel da Literatura a Bob Dylan a dizer que os tempos estão a mudar. Também a escolha de quem merecia ser ouvido sobre uma distinção literária para compor uma peça noticiosa emitida no Telejornal da RTP1 mostra o quanto os tempos já são outros. Além de um crítico musical, Nuno Galopim, foi inquirido um promotor de concertos, Álvaro Covões, a quem coube afirmar que “dar um Prémio Nobel da Literatura a alguém ligado à música é uma forma de rejuvenescer os próprios prémios e de se actualizarem porque o prémio da literatura não é só quem escreve livros é também quem escreve poemas”.