Fazer a festa é uma arte simples – encontro no Mercado de Santa Clara

(Por motivos de saúde, esta iniciativa foi adiada)

Maria Proença, a fundadora da associação As Idades dos Sabores e do Centro de Artes Culinárias do Mercado de Santa Clara, em Lisboa, propõe neste Natal que as pessoas se juntem no espaço do centro para um encontro em torno dos sabores mais simples – e da arte de, com eles, fazer a festa.

artes

Não é uma aula de cozinha, embora se vá cozinhar e no fim haja receitas, explica Maria Proença. O objectivo principal deste encontro marcado para domingo, dia 21, ao final da tarde, é mostrar como com os produtos básicos se conseguem fazer pratos deliciosos e bonitos.

Para isso, convidou vinte pessoas, entre cozinheiros profissionais e amadores de grande talento, e desafiou-os para mostrarem o que conseguem fazer com alguns produtos – por exemplo, os que se podem encontrar num cabaz dado pelo Banco Alimentar. Esta ideia surgiu de uma colaboração com a Junta de Freguesia local e corresponde àquele que era um dos objectivos iniciais da associação: abrir-se à comunidade, ajudar as pessoas a gerir um (por vezes reduzido) orçamento familiar da melhor maneira, aproveitar os produtos, saber quando e como comprá-los, aprender pequenos truques que podem melhorar os pratos que se cozinham e, ao mesmo tempo, ajudar a poupar dinheiro.

É isso que Maria Proença e os seus convidados se propõem mostrar no dia 21. “Tem a ver com a festa”, diz, “com o olhar para as coisas de outra maneira e mostrar que, quando se conjugam bem, os resultados podem ser inesperados, é o saber construir o encontro e a festa a partir dos produtos”.

Esta é também uma forma de ajudar a dinamizar o Centro de Artes Culinárias, que tem lutado com dificuldades financeiras. O Mercado de Natal, que se realiza todos os anos, acontece também este ano, mas não é fácil conseguir disponibilidade dos produtores quando há a concorrência de muitos outros mercados. Mas Maria Proença não desiste, e com este encontro quer regressar às origens do projecto, aproximar-se da população da zona, divulgar melhor este espaço onde se encontram produtos à venda e onde se pode almoçar, mas onde também se pode aprender sobre a história da alimentação (actualmente pode-se ver uma exposição sobre o prato ao longo dos tempos). Para que 2015 seja um novo começo para esta ideia.

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