Concurso Chefe Cozinheiro do Ano festeja 25 anos

Este é já o 25º ano em que se realiza o concurso Chefe Cozinheiro do Ano, organizado pelas Edições do Gosto/Inter Magazine. Vinte e cinco anos é um período já bastante considerável, tendo em conta o que mudou no mundo da cozinha desde 1990 até hoje. E porque é ano de aniversário especial, houve um almoço para anunciar os oito finalistas que em Novembro, em Lisboa, irão disputar o título de Chefe Cozinheiro do Ano.

chef Henrique Sa Pessoa

(Na foto: Henrique Sá Pessoa, que foi o anfitrião do almoço do anúncio dos finalistas, acaba de mudar o seu Alma para a Rua Anchieta, no Chiado)

O anfitrião foi Henrique Sá Pessoa, que foi ele próprio, em 2005, Chefe Cozinheiro do Ano, algo que, disse, foi determinante para a sua carreira – foi, aliás, uma das últimas refeições do Alma na sua morada na Calçada Marquês de Abrantes. Sá Pessoa não mudou de Alma, mas mudou de morada, e está agora muito próximo do Belcanto, mas precisamente nas traseiras, na Rua Anchieta, no Chiado.

Voltando ao concurso: este ano o júri é presidido por Nuno Mendes, o chefe português a viver em Londres e que acaba de fechar o seu restaurante Viajante, e está actualmente no Hotel Chiltern Firehouse, mas com projectos para voltar a reabrir o Viajante.

E este júri – que para além de Nuno Mendes, é composto por António Bóia, capitão da equipa Olímpica Júnior de Culinária, e como júri honorário por Helmut Ziebell, chefe austríaco há 40 anos em Portugal – escolheu para disputarem a final os chefes António Barros (restaurante O Talho), António Loureiro (Mélia Braga Hotel & Spa), Artur Gomes (Fundação Casa da Música), Bruno Augusto (Penha Longa), Ivo Brandão (Hotel Estoril Palácio), Luís Tarenta (Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste), Rui Martins (Quinta del Rei), e Tony Salgado (Pousada de Cascais).

A ideia de um cesto surpresa com produtos que os concorrentes teriam que preparar sem saberem antes do que se tratava, e que funcionou em alguns anos anteriores, foi abandonada, e este ano o que existe são alguns produtos de uso obrigatório (ligados a patrocinadores do concurso): bacalhau salgado seco da Noruega, porco ou vitela, morangos do Brejão e couve do Brejão. Cada candidato tem que apresentar uma entrada, um prato de peixe, um de carne e uma sobremesa. E assim surgiram, entre os finalistas, pratos como (deixo só alguns exemplos) bacalhau em azeite, rissol de couve do Brejão e língua de porco (António Barros), ossobuco, moleja e coração (António Loureiro), peito de vitela com sabor a cozido (Artur Gomes), ganache flexível de chocolate branco com morangos e gelado de vinagre balsâmico (Bruno Augusto), tutano e bochechinha campestre (entrada de Ivo Brandão), pudim de ovos e sorvete de morango com pesto doce (Luís Tarenta), bacalhau, couve do Brejão e molo de caldeirada (Rui Martins), ou gaspacho de morango com sardinha braseada, pastel e tártato (Tony Salgado).

Depois das três estapas regionais (Norte e Centro, Lisboa e Sul e Ilhas), para saber como acaba esta disputa gastronómica, é preciso esperar até à final, Novembro em Lisboa.

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