Vêm aí novas edições dos excelentes livros de gastronomia da Phaidon. Um deles é Eating with the Chefs: Family meals from the world’s most creative restaurants, de Per-Anders Jorgensen, o fotógrafo sueco e editor da melhor revista de gastronomia do mundo, a Fool.
Foto 1: A capa do livro de Per-Anders Jorgensen
Jorgensen acompanhou, e fotografou, as refeições do pessoal em alguns dos melhores restaurantes, desde o Noma, em Copenhaga, ao El Celler de Can Roca, em Girona (actualmente no primeiro lugar da lista dos melhores restaurantes do mundo), passando pelo Mugaritz, no País Basco, ou pelo Chez Panisse, em Berkeley. São os momentos de descontracção das equipas, muitas vezes com a presença dos chefes, o que permite perceber como funciona a dinâmica de cada restaurante e quais as relações que se estabelecem.
Foto 2: Fotografia de Per-Anders Jörgensen no Chez Panisse, retirada daqui
No site da Phaidon é possível ver já algumas das sempre extraordinárias fotografias de Jorgensen e ler uma pequena entrevista em que ele diz que o que mais o inspirou durante o último ano foi “o Japão e o incrível universo da comida que ali existe”. Segundo o fotógrafo, no que diz respeito a comida, os japoneses “estão anos-luz à frente de todos os outros”.
As outras novidades da Phaidon incluem elBulli 2005-2011, de Ferran Adrià, Juli Soler e Albert Adrià, livro que regista “os últimos e os mais criativos anos do elBulli, que continua a ser considerado o restaurante mais inovador do mundo”. São sete volumes, que custam 425 libras (o Eating with the Chefs custa 39,95 libras).
E ainda (este é o mais barato da lista, por 29,95 libras) Thailand: The Cookbook, de Jean-Pierre Gabriel, a “nova bíblia da cozinha caseira tailandesa”. Um mundo gigantesco, portanto – Gabriel passou três anos a viajar por todo o país, investigando tudo, desde a comida de rua à cozinha de palácio. Desde que estive no jantar dedicado à Tailândia, na última edição do festival Vila Joya, fiquei convencida de que esta é uma das cozinhas mais interessantes do mundo, e que é preciso uma vida para começar a compreendê-la. Fica aqui o texto que escrevi na altura, a partir de uma entrevista com David Thompson do Nahm.

