Foi inesperado. Não estava à espera de encontrar um restaurante como aquele em Vila Nova da Barquinha. Tinha acabado de visitar o novo Parque Almourol, e andado a passear entre as esculturas contemporâneas (em alguns casos mesmo no interior delas).
Foto 1: A peça de Joana Vasconcelos no Parque Almourol, vista do interior
A paisagem é linda, o Tejo fica logo ali ao lado, ficarmos só a olhar para ele já justificava a viagem, mas a verdade é que o Parque está fantástico e a única coisa que ali destoava era o facto de estar praticamente vazio. Inaugurou muito recentemente, por isso é normal que ainda muita gente desconheça que existe. Mesmo assim, é pena.
Foto 2: Outro aspecto da peça de Joana Vasconcelos (também vista do interior)
Bom, mas e a comida?, perguntam vocês. Depois do passeio pelo parque fui à procura de um sítio para comer. O segundo lugar em que parei foi o Recanto da Barquinha, que anunciava muamba de galinha como prato do dia, e várias especialidades africanas, indianas, e brasileiras. Parecia variedade a mais, mas era tão surpreendente que entrei na sala decorada com centenas de peças de artesanato penduradas do tecto, expostas nas paredes ou dentro de vitrinas.
Foto 3: A sala do Recanto da Barquinha
O dono explicou que tinha aprendido pratos de todas estas regiões em viagens por vários sítios do mundo (incluindo o tempo em que esteve na guerra em África), e que, depois de ter um bar em Lisboa, abriu há dez anos o Recanto, e há cerca de um mês, um novo espaço, também na Barquinha, a que chamou Restaurante Colonial.
O que posso dizer é que a muamba – feita com ingredientes que o proprietário vem comprar a Lisboa, ao Martim Moniz – é excelente. Legumes fantásticos, quiabos de primeira qualidade, dois tipos de picante, caseiros, o molho muito saboroso a ensopar o funge (a farinha de mandioca). Não posso falar pelas outras especialidades, mas a muamba deixou-me, sem dúvida, com vontade de voltar.



Então diremos que a Barquinha afunda-se perante o não olhar dos cegos autarquicos bando de parasitas que marram com as placas de indicação de locais , são cegos meu senhor são cegos.
Ola, de facto a Barquinha tem um parque lindissimo, mas ja eu desde o fecho do restaurante iKaru’s frente a camara municipal que nao enocontro um restaurante com pratos tipicos da zona confecionados com um toque de inovação fantastico, um atendimento exemplar, e preços bastante acessiveis, gerido por dois jovens com um espirito incrivel e cheios de vida! O recanto de facto tem uma boa cozinha, mas falta o tradicional da zona, e simpatia por parte do dono…
Hoje lamento que o povo dessa terra nao tenha apoiado devidamente os dois jovens que na Barqunha sonharam ter um restaurante de sucesso.
O sucesso do Recanto não se deve ao apoio do povo da terra, pois essa quase não tem povo, mas sim a pessoas que vêm de fora e gostam e passam mensagem a amigos e familiares. Só quem não sabe a dificuldade que o senhor teve para conseguir umas placas a indicar a localização do restaurante. E se o espaço existe há dez anos, tal se deve unicamente ao empenho e dedicação do proprietário. Se estivesse à espera de apoio ou clientes da Barquinha, muito provavelmente estaria já encerrado.
Quem se der ao trabalho de contar as casas habitadas da Barquinha (claro que não estou a falar dos bairros que “brotaram” nos últimos anos cujos residentes trabalham /estudam/compram fora da terra) verificará que é uma terra vazia de gente… mas tem um Parque de Esculturas!!!
Solução da CM para as casas desabitadas e que naturalmente se vão degradando: AUMENTO DO IMI! Boa!!!!