Nabo e chocolate branco

Foi no Hotel Fre­de­riks­minde que comi a melhor refei­ção da minha esta­dia de dois dias (sim, não foi muito) na Dina­marca. E o mais sur­pre­en­dente foi a sobre­mesa de nabo e cho­co­late branco. Não espe­rava que fosse inte­res­sante - mas era.

O hotel fica em Pra­esto, no Sul da Dina­marca (na foto em cima, a sala de jantar) e o chefe é um jovem de 29 anos cha­mado Jonas Mik­kel­sen (foto em baixo), com o qual fomos apa­nhar ervas para os cam­pos logo que chegámos.

Algu­mas des­sas ervas sel­va­gens apa­re­ce­ram depois, em gelo verde, na tal sobre­mesa, que é ser­vida sob duas for­mas: os mes­mos dois ingre­di­en­tes tra­ba­lha­dos de for­mas dife­ren­tes (o que torna o exer­cí­cio ainda mais inte­res­sante), a pri­meira vez como uma espé­cie de dupla mousse, e a segunda com o cho­co­late em bola gelada e o nabo em peque­nas bolinhas.

Outro prato pelo qual vale a pena via­jar até Pra­es­tro é a “carne curada em cin­zas de feno”. São três ou qua­tro finas rode­las de carne de vaca que foi enro­lada em cin­zas com sal, açú­car e ervas e dei­xada a curar durante dois dias. A seguir é con­ge­lada, e serve-se depois de des­con­ge­lar mas ainda ligei­ra­mente gelada. É acom­pa­nhada por beter­raba, um puré de ervas, e uma por­ção mínima de löj­rom (ovas de um peixe da famí­lia do salmão, que se cap­tura na Suécia).

E, já agora, se acon­te­cer pas­sa­rem pelo Hotel Fre­de­riks­minde não dei­xem de pro­var a man­teiga de tutano fumada com cin­zas. O difí­cil é parar.

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