Jantares peruanos em Lisboa

É bom que existam coisas asssim. Quando a cozinha peruana explode no mundo da gastronomia, quando essa mesma cozinha está a transformar um país, nós podemos aqui em Lisboa descobrir (pelo menos em parte) as razões para tanto entusiasmo. Tudo começou no ano passado com os Sábados Peruanos – uma iniciativa (a que nunca fui) que agora se transformou nos Janteres Peruanos, à sexta. Assim, na noite de sexta-feira o restaurane Isaura, na avenida de Paris, transformou-se por algumas horas num restaurante peruano, com um jantar que começou com Pisco Sour (foto 1) e terminou com Picarones.

Apaixonado pela comida peruana, Vasco Pimentel, um dos organizadores, ia explicando o que nos ia sendo posto na mesa. Comecemos então pelo Pisco Sour, descrito assim na ementa: “Mistura da mais fina aguardente peruana (nada, mas nada a ver com a nossa…), com sumo de lima, gelo, xarope de açúcar e clara de ovo em castelo, um pinguinho de Amargo de Angostura… Uma nuvem, uma bebida que não se bebe, absorve-se como uma nuvem que se eleva de um pomar de citrinos.” Nada a acrescentar – a descrição é perfeita. A bebida também. (na foto a garrafa da aguardente)

Chegou depois o quarteto de degustação, com dedos de mandioca frita com molho de Ají Amarillo, um ceviche de pescada (vai estar sempre no menú, garantem-nos), feito com o peixe cru, levemente marinado em sumo de lima, sal, ervas aromáticas frescas, cebola roxa, alho, gengibre e Ají Limo. “O prato mais fresco do mundo”, dizem eles, e mais uma vez não teriamos palavras para o descrever melhor. O ceviche é viciante – tal como o Pisco Sour. O quarteto incluía também “causa a la limeña” que é um puré de batata com recheio de atum e legumes, e uma “papa rellena”, bola de puré de batata, frita, com recheio de carne picada e outras coisas. Tudo óptimo.

O prato principal foi frango no cilindro – um frango assado mas num fumeiro, com batatas assadas também no fumeiro, o que lhes deixa um agradável cheiro e sabor a fumado. A sobremesa era também muito boa: os Picarones são roscas fritas, com massa de farinha, abóbora e batata doce e regadas com melaço escuro de cana, frutas e especiarias.

E pronto, não sei se lhe podemos chamar um restaurante pop-up, porque à partida vai ficar por aqui, pelo Isaura, às sextas. O menu (20 euros) vai mudando, mas podem ir sabendo mais aqui. E, sobretudo, é muito bom porque é feito com uma enorme, e contagiante, paixão pela cozinha peruana, que é todo um gigantesco universo a descobrir. Vão lá e digam-me se não é verdade.

 

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3 comentários a Jantares peruanos em Lisboa

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