Dom Pedro Quinto no museu

Ruben A. Leitão descreve a visita do rei D. Pedro V à Universidade de Coimbra, em 1852, e permite-nos vislumbrar o estado das colecções de história natural à época. O estado era péssimo mas a descrição é inspirada.

Foi desde a sua visita à Universidade de Coimbra, realizada durante a viagem que fez ao norte do País em 1852 acompanhado de seus pais, que apareceu bem nítida toda a sua tendência para os assuntos educacionais.
Não nos esqueçamos de que o príncipe tinha 14 anos.
Em Coimbra vê e analisa todas as colecções pertencentes ao Gabinete de Ciências Naturais; quanto à colecção dos fósseis – «está num estado propriamente fóssil»; as colecções dos animais vertebrados, «a dos mamíferos, exceptuando alguns macacos e alguns mamíferos do País, parece que fora preparada por Noé quando saiu da arca»
– «Com uma pequena despesa, tirada de entre as inúteis, se poderia aumentar ou antes regenerar o Gabinete Zoológico e Mineralógico; aliás os estudantes e até os lentes, não conhecendo os tipos das espécies, cometerão erros grosseiros na classificação dos produtos, e nunca serão mais do que menos maus teóricos e nunca homens práticos.»

in “D. Pedro V, Um Homem e Um Rei” (Ruben Andresen Leitão, 1950)
dpedro

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