A propósito do Dia Internacional dos Arquivos

Hoje, 9 de Junho, assinala-se o Dia Internacional dos Arquivos, comemoração instituída pela UNESCO em 2007.

Foi no Arquivo de Botânica da Universidade de Coimbra (ABUC) que começámos a seguir No Trilho dos Naturalistas e a colher, entre manuscritos e impressos, palavras e imagens, preciosas informações que permitem, hoje, retraçar os percursos que estamos a percorrer, dos exploradores da UC em Angola, Moçambique e S. Tomé e Príncipe.

A informação registada nos milhares de documentos existentes no ABUC traz-nos do passado as memórias, as histórias e as estórias das várias missões botânicas que no presente se reavivam.

Ao mesmo tempo, o ABUC dá voz às centenas de correspondentes (europeus, asiáticos, africanos, sul e norte-americanos) que procuraram em Coimbra novas espécies botânicas vindas das ex-colónias portuguesas, que ajudaram na taxonomia de materiais desconhecidos, que participaram na troca de plantas e sementes entre herbários de todo o mundo.

Cabe ao arquivista abrir as caixas, “limpar o pó” aos documentos centenários, decifrar as caligrafias e as cacografias, traduzir os pensamentos dos autores, descodificar as mensagens escondidas. O trabalho do arquivista consiste em construir as ferramentas que fazem a ponte entre os investigadores contemporâneos e passados. Os inventários, os catálogos, os índices, as palavras-chave permitem o acesso à informação, para que nada volte a ficar escondido.

A importância deste arquivo, como de todos os arquivos, reside na salvaguarda da memória, individual e colectiva, que comprova os feitos do passado e permite relançar no presente projetos como este que ligam História e Ciência.

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