Rádio Miúdos já chega a 60 países

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Com o título “Rádio Miúdos quer todos a falar bom português”, foi divulgado na edição do Público de 24 de Abril (edição impressa e online) um trabalho que fizemos com Vera Moutinho (fotografia e vídeo).

Os luso-descendentes espalhados pelo mundo conhecem poucas palavras portuguesas. Escutam-nas em casa e quase sempre na forma imperativa: “Levanta a mesa”; “faz os trabalhos de casa”. A Rádio Miúdos quer ampliar o vocabulário das crianças falantes de português e dar-lhes música. Lá fora e cá dentro.

Uma emissora nacional online para miúdos dos zero aos 12 anos nasceu em Novembro do ano passado e já foi escutada em 60 países de todos os continentes. A Rádio Miúdos funciona 24 horas por dia e, para já, emite em directo apenas das 14h às 16h e de segunda a sexta-feira. Mas o objectivo é alargar o mais possível o horário das transmissões em directo e com cada vez mais miúdos do lado de lá do microfone.

Queremos responsabilizá-los e torná-los donos da rádio”, diz João Pedro Costa, um dos fundadores da estação e profissional de rádio há mais de 30 anos. Passou pela RFM, RádioGeste, Rádio Macau, Euronews, entre outras emissoras. “O nosso maior sonho é que, com o passar do tempo, tenhamos sempre um locutor adulto e um locutor miúdo todos os dias, 24 horas por dia. Sempre na conversa, para praticar a oralidade”, diz, mas sublinha que a ideia foi “da visionária” Verónica Milagres.

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Há 20 anos que trabalho com crianças e sempre senti que fazia falta uma rádio para os mais novos”, contou ao PÚBLICO a professora de Música e cantora lírica, numa conversa telefónica que antecedeu a visita ao pequeno estúdio no Bombarral. “É um estúdio portátil”, diz João Pedro Costa, já no meio do equipamento, que junta material do seu espólio e outro que o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian permitiu adquirir.

Essa “portabilidade” tem-lhes permitido acompanhar iniciativas como o 2.º Encontro de Literatura Infantil da Lusofonia da Fundação O Século, que decorreu em Fevereiro. Instalaram uma espécie de tenda com todo o equipamento e aproveitaram para entrevistar escritores nacionais e dos países de expressão portuguesa que participavam no congresso. Fizeram alguns directos e muitas gravações. (…)”

Podem continuar a ler o artigo aqui. (Há lá um vídeo muito giro, com os miúdos a trabalhar… mas também a saltar à corda e a cantar.)

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