Caranguejos-violinistas nas Caraíbas

A Ilha dos Caranguejos-Violinistas

Texto Xavier Queipo
Tradução Elisabete Ramos
Ilustração Jesús Cisneros
Edição OQO Editora
40 págs., 14,90 euros

Uma “ilha perdida das Caraíbas” é o cenário de uma história que tem como protagonista a pequena Moi, a única criança da comunidade. Enquanto o pai andava no mar e a mãe tratava da horta, a pequena brincava sozinha. Um dia descobriu os caranguejos-violinistas, que “vivem nos túneis que escavam na areia”, explicou-lhe o pai. E disse-lhe também a razão de se chamarem assim. “Porque o primeiro homem que chegou à ilha tocava violino e mexia-se como fazem os caranguejos com as pinças.” Seguiram-se dias de espera, com a menina a apanhar flores para deixar “à porta” dos caranguejos. Até que eles apareceram. Quis então saber como falavam uns com os outros e desta vez foi ter com o avô. “Os avós não têm resposta para tudo. Sabemos coisas que vimos ou ouvimos dos nossos avós, mas o mundo muda… Os mais novos devem procurar o que nós não sabemos. Espera e espreita e encontrarás a resposta.” Um bom lema de um belo livro, com imagens que vivem de uma articulação feliz entre luz e sombra.

As Minhas Adivinhas Favoritas

Texto José Viale Moutinho
Ilustração Patrícia Furtado
Edição Oficina do Livro
128 págs., 8,90 euros

O livro abre com um conto tradicional português, Frei João Sem Cuidados, que conta como o frade foi desafiado a responder a três perguntas difíceis por um rei louco. Se não o fizesse, seria condenado. Depois, José Viale Moutinho recupera 180 adivinhas divertidas, umas mais conhecidas que outras, e sossega os leitores dizendo-lhes que nada de mal lhes acontecerá se não adivinharem as respostas. Pequenos elementos retirados das “histórias” são desenhados por Patrícia Furtado, num registo colorido, bem-disposto e mantendo o tom enigmático apropriado ao tipo de texto que acompanha. As soluções aparecem no final do livro, assim como a origem geográfica de muitas delas. Uma bela (e honesta) ideia. Já agora, sabe “o que é que todo o nariz tem na ponta?”.
 
A sugestão principal de Helena Melo para a página Crianças de 9 de Julho do Público (onde também se divulgou estes dois livros) foi para uma visita à KidZania.
 
A KidZania – um parque temático para brincar aos adultos, agora em horário alargado de férias de Verão – é uma cidade feita à escala dos mais pequenos, com ruas e avenidas, edifícios e fábricas, carros e ambulâncias e mais de 60 profissões à escolha. Depois do check-in, os miúdos podem abrir conta num banco, fazer uma cirurgia, trabalhar como bombeiros ou polícias, tirar a carta de condução e conduzir um carro num circuito automóvel, ser jornalista numa rádio, num jornal ou televisão ou actor numa peça de teatro – O Gato das Botas é a peça agora em cena no Teatro Nacional da KidZania. Ou ainda “trabalhar” na Central de Energia Eléctrica e participar no Show de Palhaços, as mais recentes novidades.
Amadora Dolce Vita Tejo (Casal da Mira). Tel.: 214789420
Sáb., dom. e feriados das 11h às 20h. 4ª a 6ª das 10h às 18h. Horário até 11 de Setembro. Bilhetes a 8 (mais de 65), 10 (adultos), 11 (crianças de 3 e 4 anos) e 18,50 euros (dos 5 aos 15). Gratuito até aos 2
Cá está a página.

Um comentário a Caranguejos-violinistas nas Caraíbas

  1. olá, Rita.encontrei o seu blog por acaso e achei ótimo. estou tentando entrar no mercado infanto-juvenil como autor e achei muitas referências interessantes por aqui.devo voltar sempre pra acompanhar.até!Vinicius F. Barthhttp://coffeeeee.wordpress.com/

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