Brinquedos e jogos da Ásia

O destaque da página Crianças do Público deste sábado foi o Oriente. Helena Melo assim o quis. E bem.

Na Galeria Nascente do Museu do Oriente estão expostas até Outubro peças de coleccionadores particulares e do acervo do museu, que contam uma história que começa nos brinquedos tradicionais e acaba nos brinquedos industriais asiáticos que invadiram o mundo. Uma exposição que desvenda ainda as origens asiáticas de brinquedos e jogos como o xadrez (inventado na Índia) ou o diabolo e o mikado (ambos com origem na China). Ou que conta como os portugueses levaram para Malaca e Macau o jogo do talu.

Lisboa Museu do Oriente (Avenida Brasília – Doca de Alcântara Norte). Tel.: 213585200. 3ª a dom. das 10h às 18h (sexta até às 22h).  Até 9 de Outubro. Bilhetes de 2 a 5 euros (gratuito sexta das 18h às 22h e até aos 5 anos).

Os livros que escolhemos para esta semana foram os que se seguem.

Avô, Conta Outra Vez

Texto José Jorge Letria
Ilustração André Letria
Edição Ambar
48 págs., 13 euros

Uma dupla familiar imparável — no talento e na produção. Pai (José Jorge Letria) e filho (André Letria) acabam de ver esta obra premiada no Brasil, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, “como o melhor livro em língua portuguesa para os mais novos”. Em Portugal, foi editado em 2008 (pela Ambar), mas chegou ao Brasil no ano passado (edição da Peirópolis, cuja capa se reproduz). A escrita poética e ritmada do autor explora a relação afectiva com o neto e com as histórias que lhe vai contando enquanto cresce. “Tenho em casa um saco cheio/ de histórias para te contar/ e só ando a fazer tempo/ para as poderes escutar” (…) “E quando eu enfim as contar,/ enquanto tu as não lês,/ só espero ouvir-te dizer: ‘Ó avô, conta outra vez’.” As ilustrações revelam a cumplicidade própria de quem conhece bem o universo das palavras escolhidas. E o tom dos poemas e das cores fazem de Avô, Conta Outra Vez um livro “muito quentinho”.
Mistério no Oceanário
Texto Patrícia Reis
Ilustração Pedro Alves
Edição Planeta Júnior
104 págs., 7,70 euros
Festejar o aniversário com tubarões é uma ideia que só pode ocorrer a alguém muito especial. E jovem. Tal qual a Inês, personagem da série O Diário do Micas. Passar a noite no Oceanário de Lisboa com os amigos e com esses “peixes tão fascinantes e de má fama” foi o seu desejo e projecto. O que a pequena não podia adivinhar era a aventura em que aquela noite se transformaria. Não por causa dos tubarões, mas dos ladrões de coral. Quem conhece esta colecção de Patrícia Reis sabe que, seja qual for o lugar onde o grupo de amigos do Micas se encontre, acontece “sempre qualquer coisa”. Até o inspector da Judiciária admite que não se trata “um bando de miúdos normais”! Porque já houve outros enigmas antes: Mistério no Museu de Arte Antiga, Mistério no Museu da Presidência, O Mistério da Máscara Chinesa, Um Mistério em Serralves e Mistério na Primeira República. Ideias que só podem ocorrer a alguém muito especial. Idem para as ilustrações.
Aqui fica a página completa.

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