Fernando Pessoa em menino

O destaque da página Crianças do Público de sábado foi para um espectáculo de que já se deu conta no início do ano passado, aqui. Helena Melo conta-nos (quase) tudo.

Havia Um Menino Que Era Pessoa regressa ao Teatro da Trindade, agora à Sala Principal, depois de uma temporada bem sucedida em 2010. Trata-se de um espectáculo interactivo, no qual as crianças podem participar, sobre o poeta Fernando Pessoa e a sua obra – como os textos que escreveu para brincar com os seus sobrinhos ou ainda alguns dos poemas mais “simples” dos vários heterónimos. Uma encenação de Lucinda Loureiro com interpretação de José Figueiredo Martins. Maiores de 6.

Lisboa Teatro da Trindade (Largo da Trindade, 7 A). Tel.: 213420000. Sáb. às 16h. Até 26 de Março. Bilhetes a 5 euros

Os livros que divulgámos foram estes:

A primeira edição do livro A Colher de Pau, o Meu primeiro Livro de Cozinha em Portugal foi lançada em 1966. Um livro de receitas que já na altura foi adaptado por Maria de Lourdes Modesto. Agora, surge uma edição fac-similada da obra. A abrir, percebem-se logo os sinais dos tempos, dirigindo-se a autora directamente ao público feminino. “Minhas amigas… Para viver… é preciso comer / E para comer é preciso cozinhar (…).” No entanto, há lugar para uma nota breve em rodapé: “A leitura deste manual não é proibida aos rapazes: pelo contrário, é-lhes vivamente recomendada!” Seguem-se receitas simples e apetitosas (ainda hoje), que vão das sopas aos doces. As ilustrações são bem-humoradas e o próprio texto tem apartes divertidos. Uma pequena colher de pau (de verdade) é oferecida com o livro. Bom apetite.

A Colher de Pau
Texto Denise Perret
Adaptação Maria de Lourdes Modesto
Ilustração Catherine Cambier
Edição Verbo/Babel
74 págs., 19,50 euros

Esta talvez seja a história infantil com mais versões no mundo. Aqui, é-nos contada por Luísa Ducla Soares, com todo o sentido de humor que a caracteriza. Sem desvirtuar a narrativa bem conhecida, acrescenta-lhe pormenores divertidos para os miúdos. Como o facto de os três irmãos serem uns porcos muito porcos. “Amassaram bolos de terra, sujaram-se com o sumo roxo das amoras, jogaram ao berlinde com as caganitas dos coelhos.” Também o desfecho é inesperado e dá mais atenção ao lobo do que é comum. O animal até chega a almoçar numa cadeia de fast food. As ilustrações de Maria João Lopes captaram bem o espírito desta nova versão e até lhe acrescentaram elementos expressivos e bem-dispostos. Como a T-shirt do lobo em que se lê bad guy. (…)

Os Três Porquinhos
Texto Luísa Ducla Soares
Ilustração Maria João Lopes
Edição Civilização Editora
32 págs., 11,50 euros

A página completa vem já a seguir.

Mais sugestões para actividades em família podem ser encontradas aqui.

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