Teatro sobre crianças


O destaque de Helena Melo na página Crianças do Público vai para uma peça de teatro (em Lisboa) sobre dois irmãos. Ora leiam o que se segue:

Quem e como sou eu? O que é o mundo? Como vou eu viver nele? Quando a Stella era muito Pequenina, pela Gato que Ladra Associação Cultural, a partir dos livros da autora canadiana Marie-Louise Gay, conta a história de Stella e Simão, dois irmãos muito pequeninos que inventam explicações para o mundo que os rodeia. Com Rute Rocha e Simon Frankel. Maiores de 2.

Lisboa Teatro da Luz (Largo da Luz – Carnide). Tel.: 968382245
Sáb. às 16h. Dom. às 11h. 3ª a 6ª às 10h30 e 14h30 (escolas). Até 28 de Fevereiro. Bilhetes a 5 e 7,50 euros (3,50 e 5 para escolas)

Os livros que escolhemos para acompanhar as sugestões de Agenda na mesma página (Crianças) foram estes.


Um conjunto de 15 poemas que se tornaram conhecidos através da banda Xutos e Pontapés, como Não Sou o Único ou Homem do Leme. Escritas por Tim e Zé Pedro, aqui se reúnem as “letras das canções” que mais facilmente possam ser entendidas por um público infantil. A fechar, encontram-se alguns textos de apoio, para pais e educadores, da autoria da escritora e também música Margarida Fonseca Santos. A edição do livro integrou-se nas múltiplas iniciativas que assinalaram os 30 anos do grupo em 2009. Para ilustrar As Melhores Canções para Crescer, foi escolhido Miguel Gabriel, depois de vários ilustradores terem sido “testados” com a produção de uma imagem para a canção Contentores. O ilustrador criou um expressivo extraterrestre que vai percorrendo todas as páginas. No final, mostra-se deliciado a escutar a música dos terráqueos. Está até um pouco agitado na sua nave. Ai se ele cai, vai-se partir.

As Melhores Canções para Crescer
Autor Xutos e Pontapés
Ilustrador Miguel Gabriel
Editor Oficina do Livro
54 págs., 13 euros


Quando se inicia a leitura deste livro, vem à memória uma história (para mais crescidos) de Georges Simenon, O Homem Que Via Passar Comboios. É o que faz o protagonista deste conto. “Havia um homem neste mundo que nunca tinha feito as malas para viajar. Chamava-se senhor Parado e vivia numa estação de comboios.” Um dia decidiu entrar na mala e pôr-se a caminho de algum lugar. Não irá longe, geograficamente falando, mas regressará diferente, como sempre acontece quando se viaja. Mais ainda se se partilhar a aventura com alguém. A Mala Rápida do Senhor Parado, de escrita calma e poética e com um grafismo feliz, foi Prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores e teve menção honrosa do Prémio Branquinho da Fonseca – Expresso/Gulbenkian. Aplauso para a capa do livro e para o desfecho da narrativa. Boa viagem.

A Mala Rápida do Senhor Parado
Autor Rui Almeida Paiva
Ilustrador Sónia Borges
Editor Trinta por Uma Linha
48 págs., 8,5 euros

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