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O festival voltou

Lia-se nos ecrãs de palco: The National. Ouvia-se Bob Dylan, prova inequívoca de bom gosto, e ei-los que entram, perante os gritos inflamados de histeria do público que não configura enchente mas está claramente entusiasmado por ver Berninger e companhia. “Start a war” é a primeira. Vai chegando mais gente e, agora sim, o último dia de Sudoeste volta a ter ambiente de festival. Os National não serão a última banda a tocar, mas esta é a verdadeira despedida. Uma boa despedida.

Sorumbático

Os Interpol entram em palco, tocam novidades e o pouco público de fim de festa mantém-se imperturbável. Tocam um par de clássicos e vê-se um vestígio de emoção, mas nada de assinalável. Parecem banda veterana, cansada, e o público não está claramente interessado na angústia existencialista destes cinco rapazes de Nova Iorque. Digamos que, enquanto tocavam “Barricade”, o pessoal estava mais interessado em apanhar uns cornichos fosforescentes de rena que, enésima campanha publicitária, começavam a ser distribuídos.

Givers

Continuando uma tradição do Sudoeste 2011, uma óptima surpresa tocou no palco secundário para dezenas de pessoas. Chamam-se Givers, vêm do Louisiana, e têm a energia e as guitarras “africanas” dos Vampire Weekend, um baterista extraordinário e canções que puseram a meia dúzia de sortudos que escolheram estar ali de sorriso luminoso na cara.

Ainda assim

O baile continua e misturam-se roqueiros de barba generosa com boa gente de danças populares. Os National, nome forte da última noite de Sudoeste, só chegam depois da meia-noite. Enquanto o dia brilhava e ainda não havia bandas nos palcos, um mini rancho folclórico animava o povo.