Sandra Silva Costa

Editora da revista Fugas.

Em Eticoga, as palavras não servem para nada

Deixamos Bubaque para trás e embarcamos em direcção a Orango, outra ilha do arquipélago dos Bijagós que apontamos no currículo. Já passa das 17h. Tinham-nos avisado que a travessia marítima seria tão mais difícil quanto mais nos aproximássemos do final da tarde – e não nos enganaram. Grande parte da viagem é feita com água […]






Em Koh Kood, a levitar

Deixámos Samed para trás e escondemo-nos na selva de Koh Kood, a quarta maior ilha da Tailândia, muito próxima já do Camboja, durante três dias. A viagem ainda foi longa: 20 minutos de barco até Rayong, duas horas e meia por estrada até Laemsok, na província de Trat, e daqui mais uma hora a sulcar as […]






Alguém falou em tempestade?

Acordamos às 4h50 com um dilúvio. E, pouco depois, os trovões começam a estourar sem dó nem piedade. Debaixo da rede mosquiteira que protege a nossa cama, ainda resistimos alguns minutos a ir ver o espectáculo, mas o som acaba por tornar-se magnético. Corremos as cortinas e pensamos que toda a água do mundo deve […]






Kiin kiin, Banguecoque

É verdade que é um lugar-comum, mas há aqueles aos quais não podemos resistir. A Tailândia vive-se nas ruas, frenéticas em Banguecoque, essa metrópole  onde moram mais de seis milhões;  sonha-se nas praias de postal ilustrado – e prometemos novidades para breve; mas também se saboreia à mesa. E eis que chegamos ao lugar-comum: a […]






O vulcão dos assombros

Depois da baleia, achávamos que o Faial já não tinha grandes hipóteses para nos surpreender. Mas, entendemos melhor agora, os Açores são um punhado de ilhas mágicas e quando menos esperamos levamos com mais e mais imagens de assombro. Fazemo-nos à estrada para os Capelinhos já o dia está a cair. O Centro de Interpretação, […]






As voltas do miolo de figueira nas mãos de Helena

Entramos para a sala de Helena Henriques e, em cima da mesa, está montado o arsenal com que trabalha: navalha, pinça feita de cordas de relógio, riscador, cortadeira, cola líquida de papel. E uma caixa de plástico com uns pequenos rolinhos brancos – miolo de figueira, um material trabalhado por artesãos do Faial mas praticamente […]






Chamámos a baleia-azul e ela veio

Lembram-se qual é a primeira coisa a fazer nos Açores ao acordar? Precisamente. Assim que acordamos, corremos para a janela. Passa pouco das 7h na Horta e temos nova perspectiva do Pico, mais uma e diferente. O ponto mais alto do país tem muitas caras, consoante se veja de cada uma das três ilhas do […]