Maria João Guimarães

Maria João Guimarães, 34 anos, jornalista de política internacional do Público, está em Nova Iorque com uma bolsa do American Club of Lisbon.

Broken bicycles

Uma coisa que sem­pre me fez alguma con­fu­são em Nova Ior­que é a quan­ti­dade de bici­cle­tas aban­do­na­das na rua, algu­mas sem rodas, outras intei­ras mas com­ple­ta­mente enfer­ru­ja­das. Nesta via­gem vi algu­mas trans­for­ma­das, uma coberta de cro­chet ou outra pin­tada de branco, em que alguém colo­cou flo­res e escre­veu no selim “Don’t for­get me”. Mas mesmo […]

Gorjetas

Quanto dei­xar de gor­jeta? Em que locais e situ­a­ções se deve dar? E como? Estas são ques­tões que pro­vo­cam por vezes alguma con­fu­são ou mesmo angús­tia a quem visita os Esta­dos Uni­dos. Há, claro, algu­mas regras bási­cas e sim­ples: nos ser­vi­ços — res­tau­ran­tes, táxis, esté­tica — deve-se dar um mínimo de 15 por cento (caso […]

Maratona de música grátis

Nova Ior­que está a fer­vi­lhar de con­cer­tos, de manhã, à tarde e à noite, lite­ral­mente. Em deze­nas de espa­ços, mai­o­res como o Bro­o­klyn Bowl ou mais peque­nos como o Piano’s, e mais infor­mais como o Ace Hotel ou a loja da Lomo, está a decor­rer o CMJ — Col­lege Music Jour­nal — onde ban­das indie […]

Wall Street goes Main Street

Ontem foi um dia espe­cial em Nova Ior­que: os mani­fes­tan­tes de Wall Street que, juntando-se à con­tes­ta­ção glo­bal de 15 de Outu­bro, foram subindo a ruas da cidade, com cada vez mais pes­soas — milha­res, há quem diga que che­ga­ram a ser 10 mil em Times Square — a entra­rem na mar­cha pedindo “o fim […]

Na Wall Street ocupada

Did you go down there?” tornou-se uma per­gunta comum em Nova Ior­que em refe­rên­cia ao pro­testo em Wall Street. “Vou lá ama­nhã”, diz uma rapa­riga num café, res­pon­dendo à amiga. “Fala­mos depois se não for presa”, despede-se, alu­dindo a uma vaga de deten­ções de há duas sema­nas. O que se vê quando se chega “down there”? […]

A jukebox do metro de Nova Iorque

Andar no metro de NY é, para mim, como ir pondo moe­das numa juke­box, com as pla­cas com indi­ca­ções e alguns nomes de esta­ções a tra­ze­rem músi­cas com elas. Lou Reed, o “NYC man”, está no meu top desta espé­cie de “shuf­fle” de memó­rias musi­cais. Basta qual­quer men­ção a Lexing­ton ou à rua 125 para o […]

E a comida alemã?

Em Ber­lim come-se viet­na­mita, turco, indi­ano, ita­li­ano, espa­nhol (há tan­tos res­tau­ran­tes de tapas!)… Mas não ale­mão. Mui­tas pes­soas dizem mal da “comida alemã” sem nunca terem expe­ri­men­tado nada para além de fast-food, e a cozi­nha alemã é muito mais do que chu­crute ou cur­rywurst. O pri­meiro res­tau­rante ale­mão desta via­gem foi o Café Marx, encontrado […]

Arte contemporânea no bunker-museu

Uma colec­ção de arte con­tem­po­râ­nea num bun­ker. Melhor: uma colec­ção pri­vada num bun­ker em que vive o casal de colec­ci­o­na­do­res. Melhor: uma colec­ção de arte vista numa visita gui­ada a um bun­ker que já abri­gou qua­tro mil pes­soas durante a guerra, que já foi um arma­zém da ex-RDA, e que já foi um clube tecno […]

O” vietnamita de Berlim

O Mon­si­eur Vuong é “o” res­tau­rante viet­na­mita de Ber­lim. É aquele que, entre mui­tos, mui­tos outros, apa­rece em todos os guias turís­ti­cos e todos os sites – ocupa mesmo a sexta posi­ção no do Tri­pad­vi­sor num ran­king com um total de 3.476 res­tau­ran­tes. Resisti à ideia de ir ao Mr. Vuong até um dia ter […]

Um café activista

O Café Mor­gen­rot é espe­cial por causa do seu con­ceito de pequeno-almoço: o buf­fet cus­ta­ria nor­mal­mente cerca de 7 euros, mas pode-se pagar entre 5 e 9, con­forme a situ­a­ção finan­ceira. A ideia é que quem ganhe mais pague mais, para quem ganhe menos pague menos (quando escrevi sobre o café para o Fugas, no […]