L’argent dos dromedários e a vida num resort

IMG_6582

Ainda não saímos de Saïdia e ainda não estamos aborrecidos. Sim, a vida num resort tem as suas rotinas, que por estes dias começa por volta das 10h, quando a música começa a sair dos altifalantes numa das piscinas – a outra mantém-se mais recatada. Rapidamente, os anúncios das actividades, zumba ou ioga ou até um torneio de pingue-pongue. O Kids Club rapidamente enche, assim como as espreguiçadeiras em torno da piscina. Como o snack bar de apoio também abre a esta hora, há quem tome o pequeno-almoço aqui ao lado de uma mesa já com cocktails. Depois, há quem fique pela piscina, quem vá à praia, quem ande num ziguezague – e quem vá ao spa ou ao ginásio.

Às 18h a vida no Hotel Be Live Collection Saïdia muda de ritmo. Fecha-se o bar da piscina, a música pára e esvaziam-se as espreguiçadeiras. Ficam meia dúzia de resistentes que usufruem do pôr do sol em tranquilidade total. Em mês de Ramadão, os relógios atrasam uma hora e às 19h30 já as luzes das lanternas que desenham os caminhos do hotel – três edifícios de alojamento de três andares, separados por piscinas, um comprido, apenas rés-do-chão, social, e outro do spa – já estão acesas, dando um aspecto feérico ao espaço onde, claro, os motivos árabes são a regra (não faltam as torres à laia de minaretes). Começa o desfile nocturno. Uns levam a noite a sério (vemos mesmo lantejoulas), outros estão completamente relaxados – a maioria opta por um meio termo. Nessa altura, o Sports Bar é um ponto de passagem para uma bebida antes do jantar. Depois de jantar é novamente ponto de encontro e torna-se discoteca com animadores de serviço.

IMG_6537Este quotidiano percebemos ao terceiro dia, porque as nossas manhãs têm sido sempre preenchidas fora do resort: primeiro com atividades náuticas, depois com golfe no Saidia Med Golf. Hakim e Zidane são os professores de serviço para o que é a iniciação de todo o grupo no desporto. Com mais ou menos sucesso, todos acertam algumas tacadas – e descobrem-se alguns talentos escondidos (não no nosso caso). O almoço no Club House é um banquete servido com pompa. À tarde aventuramo-nos numa das actividades disponibilizadas pelo Hotel Be Live Collection (não-incluída-no-tudo-incluído), um passeio de dromedário pela praia. Quinze minutos com Mohamed a conduzir pacientemente a minicaravana de quatro dromedários, todos presos uns aos outros. É tão pacífica a experiência que Mohamed vai falando ao telemóvel – os animais são dóceis, com um ou outro capricho. Mohamed tenta tranquilizar os mais receosos de serem vítimas de algum capricho animal.

Mohamed, 34 anos, trabalha entre Saïdia e Marraquexe, de onde é originário. Passa cinco meses aqui, “enquanto os hotéis estão abertos”, e o resto do ano em Marraquexe. Sempre com dromedários. Nunca fez outra coisa e fá-lo há 15 anos. Não há qualquer tradição na família. “C’ est pour l’argent”, diz, com um sorriso rasgado.

Amanhã usufruíremos de outra actividade proporcionada pelo hotel – sempre com pagamento à parte: uma visita a Fez. Quatro horas para cada lado, de transfer. Nós temos sorte, passaremos uma noite na cidade imperial. Vemo-nos lá, portanto.

A Fugas viaja a convite do Turismo de Marrocos em colaboração com a Solférias e os hotéis Be Live

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>