Acessório feminino (na casa de banho)

DSCN4520

Tenho alguma experiência em casas de banho não ocidentais, sem sanita, em resumo. Nas minhas contas, já vivi com várias, mas isso sou eu que se tenho um quarto numa escola de árabe durante um mês chamo-lhe casa e faço dele casa mesmo (bastam uns dias, na verdade).

Feitas as contas, já tive várias casas e quartos com casas de banho destas e já tive de usar muitas mais, de vários tipos, com mais e menos loiça, sem loiça nenhuma, dentro de casa e ao ar livre. Nada de especial, faz parte da vida.

Devo ter um bocadinho a mania porque uma vez, há uns anos, numa noite em que a fila da casa de banho no Roterdão (no Cais do Sodré, em Lisboa) estava especialmente paralisada (a das mulheres tinha entupido, estava a ir tudo à mesma), arranquei uma salva de palmas quando desisti de esperar para ir às sanitas e me despachei nos urinóis. Nada de que hoje me orgulhe. Na verdade, nem passados cinco minutos estava orgulhosa; só aliviada, mesmo.

DSCN4521

Tudo isto para descrever uma ida à casa de banho na sede da ONG KVK, em Jalna, Aurangabad, a caminho dos campos de algodão. Num grupo com mais de 20 pessoas, a esmagadora maioria mulheres, erámos muitas na casa de banho. Tudo normal. Uma das polacas saca de um rolo de papel higiénico que trouxe do hotel e várias servem-se. Tudo normal. A fotógrafa contratada pelo Ikea para acompanhar a viagem, uma russa que vive na Índia e já viveu em Lisboa, traz um acessório menos banal. Pee-Buddy, chama-se e promete “Freedom to Stand”. Há quem peça para experimentar. Ela está muito orgulhosa da atenção que recebe. Quem não experimenta fotografa, claro está. Eu não preciso, se ajudar alguém…

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>