Pad thai e a arte de vários woks a trabalhar em simultâneo

Banguecoquefotografia 5Dizem-nos que refeição mais tailandesa não existe e quem somos nós para contrariar? Especialmente depois de um almoço de phad krapao muu (porco frito moído com manjericão, molho de ostra e chilli – ao lado, para não termos supresas picantes servido –  com ovo frito em wok a coroar um monte de arroz branco) que nos encheu as medidas. A ajudar, as vistas: o restaurante, Sala, tem vistas para o rio com trânsito constante de barcos e para o Wat Arun, o Templo do Amanhecer (infelizmente em obras).

Para terminar o dia, noodles. Não uns noodles quaisquer, então, pad thai num restaurante que é uma instituição na cidade, o Thip Samai – em 2014, o jornal britânico The Guardian deu-lhe o título de melhor fast-food do mundo; não iríamos tão longe (mais que não fosse pela escassez de termos de comparação), mas a verdade é que a comida é deliciosa e o restaurante toda uma experiência. Desde a cozinha na rua – vários fogões e até fogareiros primitivos – às dezenas de empregados, entre cozinheiros e empregadas de mesa que se acotovelam na rua com passantes e clientes que formam fila (que minga e cresce num ritmo muito próprio ) para entrar e não deixam de observar a mestria com que os woks são manejados (é quase hipnótico), sem esquecer pormenores como os guarda-chuvas fornecidos para quem está à espera (e como foram necessários esta noite em plena estação das chuvas) ou o levantamento rápido da curta esplanada para que um morador consiga colocar o carro na garagem – em poucos minutos tudo volta ao sítio original.

fotografia 4Há fumo, calor e suor nesta cozinha na rua (que tem sala interior) que não tem muitos momentos de sossego desde que abre, às 17h, até que fecha, às 02h, com o barulho constante e ritmado das espátulas de metal contra os woks. É que os tailandeses não tem um horário muito definido para refeições. Como nos diz Somt, o nosso guia, que não janta connosco porque já o fez às 18h30, o tailandês come quando tem fome e o menu, mesmo ao pequeno-lmoço, pode bem ser noodles ou um arroz frito.

E, então, o pad thai, cujo envolvimento final é feito mesmo à beira dos carros (e motos) que passam: a base é de noodles de arroz misturados com molhos e cozinhados ao vapor; a estes juntam-se camarões previamente fritos, tofu, alho porro, brotos de feijão; tudo é, no final, envolto numa capa de ovo finíssima – um espécie de omelete quase transparente. E como o comem os tailandeses? Acrescentam-lhe amendoins moídos, depois chilli tailandês, depois chillis em vinagre e, no final, açúcar – dispensando tudo isto, avançámos para o básico molho de soja.

Já à chuva, a sobremesa foi khanom thuay, que significa, literalmente, doce dentro de uma taça: o doce é de coco, com leite de coco e um pouco de banana. Agora, vamos rebolar até ao hotel. Até porque tínhamos feito um aperitivo em Chinatown: porco doce servido num palito gigante te à laia de garfo. É uma comida básica em todo o país.

Andreia Mar­ques Pereira viaja a con­vite do Turismo da Tailândia

fotografia 2

Banguecoque

 

Esta entrada foi publicada em Tailândia com os tópicos . Guarde o href="http://blogues.publico.pt/emviagem/2015/06/17/pad-thai-e-a-arte-de-varios-woks-a-trabalhar-em-simultaneo/" title="Endereço para Pad thai e a arte de vários woks a trabalhar em simultâneo" rel="bookmark">endereço permamente.

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>