E subitamente o abraço quente de Miami

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Mais de nove horas de voo em contra-relógio, umas duas horas no salão de visitas de Miami à espera, e em pé, que um agente nos autorize a entrada, mais um desfilar de bagagens, outra fila de verificação de documentos… Não é fácil chegar à liberdade de Miami. Mas, transposta a porta de saída do aeroporto, somos atingidos de tal modo pelo impacte do calor tropical e por um céu azul-branco cinematográfico que até nos explode um sorriso, cansados que estamos do injusto Invernão português. Miami está com sabor a Verão, abençoada.

m4Somos recebidos por um abraço de puro e húmido calor nesta Miami da qual carregamos memórias de momentos marcantes que, na realidade, nunca vivemos. Essa Miami de céus cor de laranja e rasgos de vermelhos de CSI Miamis e que tais, de Al Capone e Scarface a Miami Vice ou ao arrepiante Dexter (que, já agora, quase não é filmado em Miami…).

Ao primeiro passeio de carro pela cidade até à meca que é Miami Beach, o cérebro e corpo cansados em luta contra potenciais jetlags (são menos 5h aqui) vão fazendo filmes. É inevitável em qualquer ponto deste país que conhecemos frame a frame. E Miami não é excepção. Viaja-se por imagens soltas da ficção que se vão multiplicando no real cenário em movimento, por entre um tráfego intenso, o crime à Miami replica-se nos braços de água, os vídeos dos Miami Sound Machine surgem projectados na Star Island (que é mesmo isso – a ilha onde as estrelas, de Gloria Stefan a Madonna et. al têm “casas”), a explosão sensual da cultura de praia & fiesta é cortada pelo contínuo de obras urbanas. E Will Smith não pára de sussurrar-me ao ouvido Welcometomiami, welcometomiami, welc

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Das linhas de casas à pré-fabricado ao contraste com a Ilha das Estrelas, da Miami que deixamos para trás e os arranha-céus riscados a alto no horizonte à Beach da outra Miami, aterramos no bairro art déco que faz qualquer turista, por mais cínico, se alegrar com a vista de postal ilustrado e com a benesse da preservação arquitectónica destes deliciosos ícones. É por estes lados que vamos dormir, até num destes edifícios protegidos (a boa desculpa para estarmos por aqui é a inauguração de um hotel do grupo Pestana na cidade).

A noite só já permite um jantar no centro do caos ordenado que é a Lincoln Road, avenida pedonal que é um centro de compras, restauração e diversões várias que parece não ter fim e onde parecem convergir, tal como no resto de Miami, gentes de todas as Américas e, claro, do mundo. No programa, um jantar de mote italiano (na esplanada Rosinella) e, como tudo por aqui, muito cosmopolita:  cabe-nos um solícito empregado de mesa nascido na Sérvia e que, rapaz viajado confessa até um fraquinho por Portugal. Enquanto bebericamos um vinho italiano, na artéria mais vida de South Beach, cercados por um universo latino das mais diversas proveniências, tem a sua graça americana ouvir um sérvio confessar que tem uma paixão pelo Porto. “Linda, linda cidade”, diz. Isto anda tudo ligado.

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A Fugas visita Miami a convite do grupo Pestana e da TAP

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Um comentário a E subitamente o abraço quente de Miami

  1. Ao ler este comentário do Luís Santos, cuja deslocação a Miami foi para assistir a mais uma inauguração do “Pestana Hotel”,mais um e registo como óptima, pela experiência tenho como hotel! Fico com a sensação, e quase senti toda essa complexidade é aterrar em qualquer aeroporto Americano!Quanto essa cidade de muitas facetas…entre a riqueza e pobreza!! Sem dúvida,calor,mar, suas avenidas, e toda essa azafama… é delirante um pouco única,,e para aproveitar até último minuto! Continuação boa estadia por breve que seja!!!

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