Aquelas manhãs formosas da Armona

Pela algar­via Armona, a maré vazou e a manhã presenteia-nos com uma ria a des­co­berto, tão for­mosa que con­vida a cami­nha­das pelo seu leito aden­tro, à des­co­berta dos orga­nis­mos que lhe dão vida.

Pelo areal, não há gente dei­tada em toa­lhas nem cha­peu­zi­nhos de palha. Em vez disso, há quem che­gue munido de canas de pesca. Outros — e ape­sar da inter­di­ção da apa­nha devido à detec­ção de toxi­nas para­li­san­tes — tra­zem bal­des e pás em busca de bivalves.

Tam­bém as gai­vo­tas se jun­tam a esta dança. Mas pre­fe­rem inves­tir o seu esforço nos car­du­mes que se pas­seiam junto aos nos­sos pés.

Alhe­a­dos a todo este movi­mento, os mais peque­nos, que pre­fe­rem usar os ins­tru­men­tos de praia para a fun­ção des­ti­nada: brin­car na areia.

Já no cais, um pequeno barco vai tra­zendo, a com­passo, vera­ne­an­tes em busca de praia, mas sobre­tudo do sos­sego que carac­te­riza a Armona. E, sublinhe-se, cada vez che­gam menos bar­cos, o que não sig­ni­fica, neces­sa­ri­a­mente, menos gente: os bar­cos che­gam api­nha­dos; o Algarve turís­tico é que parece pen­sar que o Verão são três dias e que o 31 de Agosto é uma espé­cie de quarta-feira de cinzas.

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